Interior

Via entre Piranhas e Canindé de São Francisco é liberada após destruição causada por fortes chuvas

Tráfego temporário pela Usina de Xingó garante passagem enquanto buscas por desaparecido continuam

Por Tribuna Hoje 28/02/2026 18h57
Via entre Piranhas e Canindé de São Francisco é liberada após destruição causada por fortes chuvas
Via ficou completamente interditada - Foto: Reprodução

A Prefeitura de Piranhas, em acordo com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), liberou temporariamente o tráfego de veículos entre Piranhas, em Alagoas, e Canindé de São Francisco, em Sergipe, pelas instalações da Usina Hidrelétrica de Xingó. A medida ocorre após o rompimento de um trecho da rodovia AL-225, provocado pelo temporal que atingiu a região na noite de sexta-feira (27), destruindo a ponte que ligava os dois municípios.

O trânsito autorizado será das 7h às 17h para caminhoneiros, motoristas e motociclistas, enquanto fora desse período apenas veículos oficiais poderão circular. Equipes do Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER/AL) e da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand) permanecem no local trabalhando para restabelecer a circulação e minimizar os impactos do temporal. O DER/AL alerta que, devido à previsão de continuidade das chuvas, motoristas e passageiros devem evitar a área sempre que possível.

A tragédia envolvendo o casal Elian Caetano Torres e Solange Lima da Silva, ambos de 40 anos, ocorreu no mesmo trecho. O carro em que eles estavam foi arrastado pela correnteza quando a ponte cedeu. Solange foi encontrada morta dentro do veículo neste sábado (28), enquanto o marido segue desaparecido. O carro, um Polo preto, foi resgatado destruído, e as buscas por Elian são realizadas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Departamento Estadual de Aviação (DEA).

As fortes chuvas deixaram ainda danos em Piranhas e cidades vizinhas, com ruas alagadas, estradas comprometidas e destruição de estruturas urbanas. As autoridades reforçam a necessidade de atenção redobrada da população e seguem monitorando os rios e áreas de risco para evitar novos acidentes.