Interior

Protesto interdita AL-101 Norte em Maragogi após fiscalização contra motos aquáticas

Por Tribuna Hoje com agências 15/01/2026 09h51
Protesto interdita AL-101 Norte em Maragogi após fiscalização contra motos aquáticas
Manifestantes são contra a proibição do uso comercial de motos aquáticas na orla. - Foto: Assessoria

Manifestantes bloquearam, no início da manhã desta quinta-feira (15), a AL-101 Norte em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas, durante um protesto contra a proibição do uso comercial de motos aquáticas na orla.  Uma norma prevê a apreensão imediata deste tipo de embarcação em situação irregular, com aplicação de multa diária de R$ 5 mil para liberação do equipamento.

Pneus foram incendiados e a via foi bloqueada, provocando interrupção no tráfego.

A mobilização ocorreu após a Prefeitura de Maragogi intensificar a fiscalização sobre a exploração comercial de passeios com motos aquáticas no litoral do município. As ações atendem a uma recomendação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que cobra o cumprimento do Decreto Municipal nº 057/2021, vigente desde 2021.

O que diz a recomendação

Segundo o MPAL, o decreto impede a utilização comercial de motos aquáticas em toda a orla de Maragogi e restringe a circulação de veículos aquáticos particulares em áreas destinadas ao banho, mergulho, bancos de areia e zonas de preservação ambiental. 

O órgão também apontou que o tráfego de motos aquáticas pode gerar impactos ambientais, como poluição sonora, interferência na fauna marinha e danos aos recifes e bancos de areia. A prefeitura deverá encaminhar relatórios mensais ao MPAL, acompanhados de registros fotográficos das fiscalizações realizadas.

Posicionamentos

O trade turístico da Costa dos Corais encaminhou ofício às autoridades manifestando apoio à proibição. O setor destaca riscos de acidentes envolvendo banhistas e embarcações de pequeno porte e afirma que a atividade compromete o perfil do turismo praticado na região.

Trabalhadores que atuam com os passeios de motos aquáticas contestam a medida. Eles afirmam que a atividade é fonte de renda para pilotos, guias e comerciantes locais e defendem a regulamentação do serviço, com regras e melhorias, em vez da suspensão total.