Interior

Presidente da Câmara de São Brás obtém liberdade provisória após atropelar casal de ciclistas

Justiça arbitra fiança e impõe suspensão da CNH por três meses enquanto investigação segue

Por Redação 12/01/2026 15h37
Presidente da Câmara de São Brás obtém liberdade provisória após atropelar casal de ciclistas
Presidente da Câmara de Vereadores de São Brás, Genilson dos Santos Tavare - Foto: Reprodução

O presidente da Câmara de Vereadores de São Brás, Genilson dos Santos Tavares, conhecido como “Babi”, foi liberado em audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (12) após ser detido em flagrante por atropelar um casal de ciclistas em Rio Largo no domingo (11). A Justiça concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança equivalente a três salários mínimos e estabeleceu medidas restritivas, incluindo a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por três meses. 

Na audiência, o juiz considerou que não havia elementos suficientes para manter a prisão preventiva, levando em conta a classificação inicial do delito como culposo e a ausência de condenações anteriores do investigado. Ainda assim, foram impostas condições como comparecimento periódico ao juízo, atualização de endereço e participação em todos os atos processuais. 

A suspensão temporária da habilitação está prevista no Código de Trânsito Brasileiro e foi aplicada em razão da gravidade da ocorrência e dos riscos envolvidos. A Polícia Civil seguirá com a apuração dos fatos, ouvindo vítimas e testemunhas para determinar se houve assunção de risco que possa requalificar juridicamente a conduta. 

O atropelamento aconteceu na manhã de domingo na Avenida José Manhães, bairro Complexo Brasil Novo, quando testemunhas relataram que o parlamentar dirigia em alta velocidade, fazendo zigue-zague e invadindo a contramão antes de atingir o casal de ciclistas. Populares e policiais militares presentes no local observaram sinais de embriaguez no condutor, que ainda se recusou a fazer o teste do bafômetro no momento da prisão. 

As duas vítimas sofreram escoriações leves e foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) antes de serem levadas ao Hospital Geral do Estado (HGE) para avaliação adicional. 

A Justiça advertiu que o descumprimento das medidas cautelares pode levar à imposição de sanções mais severas, inclusive à decretação de prisão preventiva caso novos elementos indiquem necessidade dessa medida.