Interior

Justiça autoriza e médica acusada de homicídio volta a atuar em UTI do Hospital do Agreste

Profissional responde em liberdade pela morte do ex-marido e reassumiu plantões após decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas

Por Thayanne Magalhães 31/12/2025 06h50 - Atualizado em 31/12/2025 15h16
Justiça autoriza e médica acusada de homicídio volta a atuar em UTI do Hospital do Agreste
A médica Nádia Tamyres Silva Lima, que responde em liberdade pelo assassinato do ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima, voltou a atuar na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital de - Foto: Reprodução

A médica Nádia Tamyres Silva Lima, investigada pela morte do ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima, voltou a exercer atividades na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca. O retorno ocorreu após decisão judicial que permitiu que ela retomasse a rotina profissional enquanto responde ao processo em liberdade.

A liberação foi concedida pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Com isso, a médica ficou autorizada a continuar trabalhando, desde que cumpra as determinações impostas pela Justiça.

Desde a retomada dos plantões, a presença da profissional na unidade hospitalar tem sido acompanhada por seguranças particulares, que permanecem próximos durante sua circulação fora da área restrita da UTI. A medida foi adotada pela própria defesa.

A situação gerou apreensão entre parte dos funcionários do hospital, que relataram desconforto com o retorno da médica ao ambiente de trabalho, especialmente em um setor de alta complexidade como a terapia intensiva.

Procurada, a direção do Hospital de Emergência do Agreste informou que a profissional está legalmente apta a exercer a medicina, uma vez que não há impedimento judicial ou ético que inviabilize o desempenho de suas funções.

O caso teve repercussão após o crime ocorrido em novembro, quando Alan Carlos foi morto a tiros na zona rural de Arapiraca. Nádia Tamyres foi localizada horas depois, em Maceió, e acabou presa. Posteriormente, obteve habeas corpus, passando a responder ao processo fora do sistema prisional.