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CBHSF participa da abertura da 4ª Expedição Científica em Piranhas

Por Ascom CBHSF 03/11/2021 15h15
CBHSF participa da abertura da 4ª Expedição Científica em Piranhas
Reprodução - Foto: Assessoria
Diante de um visual incrível e um clima pra lá de favorável é que foi dado o pontapé inicial para a 4ª Expedição Científica do São Francisco que ocorreu em 1° de novembro no município de Piranhas, Sertão de Alagoas e contou com a presença de representantes de instituições de ensino superior, prefeitos, vereadores, órgãos estaduais e federais, além do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Maciel Oliveira, que lotaram o Centro Cultural Miguel Arcanjo. A recepção dos convidados ficou por conta da Filarmônica Mestre Elísio que tocou músicas alusivas ao Velho Chico e de artistas nordestinos. [caption id="attachment_475820" align="aligncenter" width="533"] Foto: Ascom CBHSF[/caption] Esta edição da Expedição Científica conta com 66 pesquisadores de todo país que irão realizar em dois barcos laboratórios e com o apoio de cinco lanchas pesquisas em 35 áreas na busca por conhecimento, análise da água, da sua fauna, das regiões ribeirinhas a fim de gerar um relatório que servirá como base para a cobrança junto aos órgãos públicos de políticas que visem a melhoria do rio São Francisco e daqueles que estão em contato direto com ele. A expedição começou em Piranhas e vai passar por Pão de Açúcar, Traipu, São Braz, Propriá, Igreja Nova, Neópolis, Penedo, Brejo Grande e Piaçabuçu. Diversas ações aconteceram no primeiro dia de expedição, entre elas: plantio de mudas, educação ambiental nas escolas, peixamento de 25 mil alevinos fornecidos pela CODEVASF, saúde bucal nas escolas, coletas de peixes para análise, inauguração de fossas agroecológicas e entrega de data show em escolas municipais. Os trabalhos da 4ª Expedição Científica acontece com o apoio das seguintes entidades: Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL), EMBRAPA- Tabuleiros Costeiros, Universidade Federal de Sergipe (UFS), EMATER-AL, CODEVASF - 5SR, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH-AL), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Instituto de Pesquisa Renato Archer, Marinha do Brasil, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Instituto Federal do Ceará (IFCE), Pedreira Triunfo, Agência Peixe Vivo e FUNDEPES. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Maciel Oliveira, falou do orgulho que é fazer parte de um Comitê que apoia a produção científica e que a 4ª Expedição Científica iniciada em Piranhas (AL), no baixo São Francisco, é uma das melhores e maiores apostas dos últimos anos. “Nós precisamos de conhecimento científico, de informações técnicas, concretas acerca do rio São Francisco e a Expedição Científica tem construído isso com seus pesquisadores dedicados, profissionais e éticos. Essa é a maior expedição científica do Brasil e nós teremos mais uma vez informações valiosas para a produção e a cobrança de políticas públicas que serão obtidas pelos pesquisadores durante estes dez dias, em especial na busca por melhoria da qualidade de água do rio São Francisco e também da vida do seu povo. A expedição foi muito bem recebida na cidade de Piranhas e encerrará na Foz do São Francisco. Continuaremos unidos para construir informações concretas relacionadas ao Velho Chico. O Comitê aposta muito na expedição e inclusive colocará este grande projeto no próximo POA para que em 2022 seja garantido não só no baixo, mas também no médio e no alto”. Segundo o prefeito de Piranhas (AL), Tiago Freitas, a expedição tem deixado um legado importante de contrapartida social, educacional, ambiental e de preservação. “Receber a abertura da expedição em nosso município é um grande privilégio. Quero parabenizar toda a organização da expedição pelo excelente trabalho desempenhado”. Para Josealdo Tonholo, reitor da Universidade Federal de Alagoas, é um prazer muito grande que a UFAL tem de tomar a liderança desse momento todo especial da Expedição do São Francisco. “É um momento muito raro onde dezenas de pesquisadores têm a possibilidade de sair dos seus laboratórios e ir a campo para interagir com o meio ambiente e junto à população ribeirinha. Além disso, é a chance de conhecer a questão da biologia, dos peixes, da qualidade da água, do ar, dos rios e do assoreamento do rio São Francisco. É uma oportunidade para a universidade, mas também para os ribeirinhos que estão recebendo serviços como a implantação de fossas sépticas biodigestoras, até a avaliação de riscos com relação a câncer de pele, teste de Covid-19, educação ambiental, entre outros. O Comitê tem um papel estratégico na gestão porque é a representação da sociedade civil organizada junto ao Governo, em um raro momento em que a sociedade tem voz e possui poder de determinação. A universidade tem um prazer muito grande de trabalhar ao lado do Comitê porque os interesses que o Comitê defende são os mesmos da academia. Nós buscamos com a expedição preservar o rio, mantê-lo saudável para atender à sua população e aos seus interesses nacionais”, disse. Emerson Soares, coordenador da Expedição Científica, revelou ter ações muito importantes este ano como a cooperação com todas as prefeituras do Baixo São Francisco na área de saúde, ambiental, elaboração de bosque da ciência com doação de equipamentos e acima de tudo o elevar o caráter científico que vai gerar informações de qualidade onde serão subsidiadas políticas públicas que vão atuar na resolução dos problemas no Baixo São Francisco. “Essa edição conta com oito financiadores, inclusive o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é o nosso grande patrocinador que desde o princípio acreditou nessa proposta. Cada vez mais estamos juntos para que as melhorias cheguem à população e aos estados de Sergipe e Alagoas. Acreditamos nessa parceria e em somar esforços em defesa do Velho Chico e esse trabalho em conjunto trará ações mais robustas e efetivas em prol da qualidade ambiental do rio”. Soares disse ainda que após os dez dias a equipe pretende trabalhar em laboratório. “Será elaborado um relatório com informações relacionadas à pesquisa deste ano. É importante frisar que depois do fim da expedição teremos seis meses de análises laboratoriais e continuaremos com as ações nas colônias de pescadores, junto às prefeituras, secretarias de meio ambiente e educação para implementar um modelo de educação ambiental que chegue as crianças e aos adolescentes e que consigamos replicar esse trabalho para toda região. Nossa expectativa também é de levar a expedição para outras regiões do Velho Chico, como o Submédio, o Médio e o Alto São Francisco. Com isso vamos ter toda bacia privilegiada com ações e dados atuais para que possamos nortear políticas públicas em todo rio São Francisco”. Uma novidade é a presença do Cláudio Ademar da Silva, coordenador da Câmara Consultiva Regional (CCR) do Submédio São Francisco do CBHSF, que acompanhou as ações juntamente com o professor da UFRPE, Abelardo Montenegro, e ambos conheceram a parte técnica da expedição, conversaram com os pesquisadores, com a coordenação. “A nossa intenção é planejar para 2022 a 1ª edição da Expedição Científica na região do Submédio. Estamos estudando todos os pontos para colocar o projeto em prática. A pesquisa precisa ser ampliada e faremos o possível para sua realização”, finalizou.