Interior

26 de julho de 2021 21:23

Fardos de borracha voltam a aparecer no litoral alagoano

Caixas de plástico começaram a aparecer em 2018

↑ Foto: Cortesia/Pousada Ponta da Asa

A Prefeitura de Coruripe informou, nesta segunda-feira (26), que fardos de borracha voltaram a aparecer no litoral do município. Nove caixas foram encontradas neste domingo (25), em trechos da Praia de Pituba, no Poxim, além de mais sete na Ponta da Asa e no Miaí de Baixo. Esses pacotes são semelhantes aos fardos de látex que apareceram nas praias de Alagoas há quase três anos e que foram identificados, posteriormente, como carga de um navio alemão naufragado da Segunda Guerra Mundial, de acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC).

De acordo com o Instituto Biota de Conservação, recentemente esses fardos apareceram também na Praia do Mirante da Sereia, em Maceió, e na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também foram notificados para fazer o recolhimento do material recentemente na orla dos municípios de Barra de Santo Antônio, Japaratinga e Maragogi.

Em Coruripe, no litoral sul alagoano, equipes enviadas pela prefeitura deram início ao recolhimento do material nesta segunda (26), na Praia de Pituba, mas os trabalhos foram interrompidos por causa da maré alta e da dificuldade de acesso em alguns pontos. Dessa forma, após o mapeamento, os fardos serão recolhidos na manhã desta terça (27). Se o material for de látex, ele será encaminhado para a Central de Resíduos Sólidos (CTR).

De acordo com o chefe da Divisa Técnico-Ambiental do Ibama Alagoas, Rivaldo Couto Júnior, “os materiais são fardos de borracha de látex natural vindo da antiga Indochina [antiga colônia francesa], que estavam em um naufrágio da época da Segunda Guerra, na parte central do Oceano Atlântico”.

Em 2018

Os fardos de borracha começaram a aparecer em Alagoas entre outubro e novembro de 2018. Na época, mais de 80 pacotes, com cerca de 100 quilos cada um, foram avistados pelo litoral do estado.

As caixas também foram encontradas em praias do Ceará e Piauí no mesmo ano. Apesar de não apresentarem perigo aparente à população, o produto, segundo apurou o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL), é inflamável.

“O maior risco é para o meio ambiente, já que o plástico é um organismo difícil de ser decomposto na natureza. Dura em torno de 100 anos. Sabemos que hoje a preocupação global é a redução de plásticos no mar”, disse, em 2018, Ricardo César, do IMA-AL, que analisou o conteúdo dos fardos.

Fonte: Redação

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