Interior

15 de abril de 2021 18:41

Cidades do interior de AL registram transtornos e ficam em alerta; veja vídeo

Municípios do Agreste e Zona da Mata registraram transtornos nesta quinta-feira (15)

↑ Várias ruas em Paulo Jacinto ficaram alagadas (Foto: Reprodução)

Em Paulo Jacinto e Quebrangulo, na Zona da Mata e Agreste alagoano, as chuvas deixaram ruas inundadas. Moradores lembraram da última enchente em 2010 por conta da elevação no nível do Rio Paraíba. A água do Riacho Taquara em Paulo Jacinto atingiu algumas casas nesta madrugada, várias cidades ribeirinhas estão em alerta.

Já em Palmeira dos Índios, os moradores e talhadores registram o momento que uma enxurrada de água invadiu o Centro da cidade. Lojas e casas foram tomadas por água. Segundo moradores a água subiu até a altura dos joelhos. No vídeo abaixo é possível notar o estrago.

CPRM

O Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) informou nesta quinta-feira (15), através do Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) da Bacia do Rio Mundaú, que entrou em operação no último final de semana. Os dados do monitoramento apontam que o nível subiu e deve atingir a cota de alerta de 3,50 metros na cidade de União dos Palmares. A elevação do nível se deve ao expressivo volume de precipitações registrado em 24 horas. Em algumas cidades cobertas pela Bacia, como Murici e Santana do Mundaú, choveu mais de 60 milímetros. Em União, o volume chegou a 41,1 mm de chuva.

UFAL

O Radar Meteorológico da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) tem registrado chuvas intensas nas últimas 24h e as informações geradas na estação localizada no Campus A.C Simões ajudam a Defesa Civil e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Os alertas para Alagoas são nas bandeiras amarela, devido ao perigo potencial de chuvas intensas; e laranja e vermelha, por causa do acumulado de chuvas. O Radar funciona 24 horas por dia, o ano inteiro, gerando diversos outros produtos importantes.

De acordo com o professor Heliofábio Gomes, do Instituto de Ciências Atmosféricas (Icat), a previsão é que, pelo menos, até amanhã à noite permaneça assim. “Tem pontos de Maceió que já choveu quase 500 mm em cinco dias. Só na região do Tabuleiro já foram 423mm. A média para Maceió é 207 mm”, disse, sobre o registro médio normal para um mês inteiro nessa época do ano.

“Além dos problemas urbanos em Maceió, também deve nos deixar alerta para as áreas ao longo dos rios Jacuípe/Una [divisa PE/AL] e Mundaú. Os valores de vazão neste ciclo são absurdos. Acho que muitos lembram o que ocorreu em 2010 em Branquinha, União dos Palmares, Rio Largo, São José da Laje, etc…”, alertou o professor Kleython de Araújo Monteiro, do Instituto de Geografia e Meio Ambiente (Igdema), lembrando que as enchentes daquele ano foram devastadoras para a população.

Fonte: Tribuna Hoje / Lucas França

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