Interior

15 de setembro de 2020 09:40

Ifal Maragogi completa 10 anos e trabalhadores relembram história da construção

A sede funcionava de forma provisória em um prédio ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no município

↑ Ifal Maragogi (Foto: Ascom IFAL)

O Instituto Federal de Alagoas, campus Maragogi, completa 10 anos de muita história. Abriu as portas para receber os primeiros alunos dos cursos de agroecologia e de hospedagem no dia 13 de setembro de 2010, segundo a diretora-geral do campus, Sandra Maria Patriota Ferraz.

A sede funcionava de forma provisória em um prédio ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no município. Havia apenas duas salas de aula, que atendiam os alunos nos períodos da manhã e da tarde. Agora, um documento histórico, relembra os primeiros trabalhadores, que contam um pouco da história na construção do Ifal Maragogi.

Seu Otacílio de Luna, por exemplo, de 54 anos, teve papel relevante para que esse projeto saísse do papel. Assinou, em 2012, o documento de cessão de terra do assentamento Nova Jerusalém, localizado na praia de Peroba, ao Instituto Federal de Alagoas quando era presidente da associação dos assentados. “Fizemos a reunião e tivemos 42 assinaturas dos 60 associados. Preparei a documentação e fomos ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e ao Ifal, em Maceió”, afirma.  Foram cedidos 12 hectares.

Ele ainda recorda que o primeiro carregamento de madeira e areia para erguer a estrutura chegou ao local um ano e oito meses depois da doação do terreno. No mesmo dia, a empresa responsável começou a chamar trabalhadores para o serviço, como pedreiros e ajudantes. A mão de obra deveria ser de assentados, conforme previa o termo de cessão de terra. O próprio Otacílio foi contratado para perfurar três poços que proveram água para construção do prédio.

Um dos primeiros empregados foi João Bosco do Nascimento Azevedo, 52 anos. Ele passava pelo terreno por volta das 11 horas de uma segunda-feira para fazer entregas diárias de água mineral aos clientes, em Peroba. Nas imediações do assentamento, viu um caminhão descarregar madeira e se aproximou dele.  Quando terminou o descarregamento, um encarregado perguntou quem desejaria trabalhar no empreendimento e Bosco aceitou a proposta. “Ele disse:  vá para casa, amole um facão. Depois volte”, descreve o homem.

Mas dez anos após o 13 de setembro de 2010, persiste a dúvida sobre quem deu a primeira aula e em qual curso isso aconteceu. Segundo a diretora-geral, os professores Ricardo Araújo (Artes) e Sílvio Orleans (Matemática) até hoje disputam o título. “Os dois entraram ao mesmo tempo nas turmas e não sabemos quem saiu na frente. Isso é uma disputa saudável que, vez ou outra, aparece nas conversas quando reunimos os servidores”, comenta a diretora.

Além de Sandra, os servidores Dácio Camerino e Manoel Carlos da Silva fundaram a unidade escolar. No dia 20 de julho, saiu à portaria de Dácio para ocupar o cargo de diretor-geral do campus. Em seguida, o trio percorreu cidades do litoral norte de Alagoas a fim de convencer adolescentes do primeiro ano do ensino médio a trocarem suas escolas pelo Instituto. “Nosso primeiro exame de seleção de alunos foi em agosto por meio de um sorteio de 144 vagas”, afirma. A partir daí, uma prova escrita começou a ser aplicada para admitir os calouros.

Fonte: Tribuna Hoje / Claudio Bulgarelli - Sucursal Região Norte

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