Interior

5 de junho de 2020 11:45

Obra na praia do Marceneiro preocupa moradores

Rota Ecológica está na mira de imobiliárias, construtoras e particulares, que, muitas vezes, iniciam obras sem amparo legal

↑ Praia do Marceneiro (Foto: divulgação)

As praias da Rota Ecológica, trecho de uns 30 quilômetros entre a Barra de Camaragibe, povoado do município do Passo de Camaragibe a Porto de Pedras, passando pelas cobiçadas praias do Marceneiro, Riacho, Milagres, Toque, Porto da Rua e Patacho, que possuem o metro linear de praia mais caro de Alagoas, com valor que varia entre 30 a 50 mil reais, estão constantemente na mira de imobiliárias, construtoras e particulares, que, muitas vezes, a revelia dos planos diretores municipais e das leis federais de proteção da APA da Costa dos Corais, iniciam obras sem amparo legal.

Depois da polêmica que se criou no mês de abril quando a obra de um condomínio tentou fechar a praia de São Miguel dos Milagres através de uma liminar, derrubada logo em seguida pelo Tribunal de Justiça, uma nova polêmica reacende os ânimos dos moradores da região. Agora uma das praias mais famosas da região, a do Marceneiro, amanheceu na quinta-feira com a paisagem afetada por uma obra bem na areia da praia. Ninguém sabe de quem é o empreendimento, já que no local existe somente uma placa com o nome da empresa que está fazendo a obra. A prefeitura emitiu nota de que não está realizando nenhuma obra e acionou o IMA para tomar providências.

Enquanto isso os moradores, intrigados, estão em pé de guerra. A prefeitura do Passo de Camaragibe tratou prontamente de informar que aguarda um posicionamento do Instituto do Meio Ambiente. Mas informa também que se trata de um muro de contenção. Moradores do povoado estão preocupados com a presença da máquina, que ainda na tarde de quinta-feira, continuava perfurando parte da praia. Eles estão preocupados que o empreendimento possa trazer prejuízos ambientais na localidade.

Por meio das redes sociais, a Prefeitura do Passo de Camaragibe informou que está atenta a situação e que já entrou em contato com o Instituto do Meio Ambiente e que caso haja irregularidades, a gestão vai tomar as medidas necessárias. No local, há uma placa informando sobre a autorização da obra pelo IMA, que trata-se da implantação de muro de gravidade para contenção de erosão em área costeira.

Fonte: Tribuna Hoje l Texto: Claudio Bulgarelli – Sucursal Região Norte

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