Interior

21 de março de 2020 19:05

Estrada Parque da Rota Ecológica se fecha para ônibus de turismo receptivo

Apesar da situação de emergência, algumas empresas que trabalha no setor do turismo receptivo continuava fazendo passeios

↑ Os locais de receptivo também continuaram recebendo esses turistas (Foto: Claudio Bulgarelli)

As duas entradas pelo trecho da AL 101 Norte, que corta a Rota Ecológica, atualmente conhecida como Estrada Parque da Rota Ecológica, por Passo de Camaragibe e na balsa sobre o Rio Manguaba, do lado de Porto de Pedras e também do lado de Japaratinga, estão com seus acessos bloqueados para ônibus de turismo receptivo.

Desde a manhã desse sábado, 21, atendendo uma recomendação da Promotoria de Justiça do Passo de Camaragibe, que ajuizou uma ação cível pública que 22 receptivos sejam impedidos de levar turistas para a Rota, várias blitz já estão acontecendo nas das duas entradas da região, que deve durar todo o fim de semana.

Nos últimos dias, apesar da situação de emergência em saúde decretada pelo Governo do Estado, algumas empresas que trabalham no segmento do turismo receptivo continuaram fazendo passeios, mesmo com a proibição de acesso a todas as piscinas naturais decretadas pelo ICMBio. Os locais de receptivo também continuaram recebendo esses turistas, o que contraria todas as recomendações das principais autoridades públicas que estão tentando combater a disseminação da doença.

Em razão disso, o promotor de justiça Ary Lages ajuizou, na sexta-feira (20), uma ação civil pública para evitar que 22 empresas fiquem impedidas de fazer o transporte e a recepção desses turistas na região. “Ocorre que os demandados, talvez motivados pelo egoísmo e ganância em colocar o aspecto financeiro acima de um seríssimo problema como o vivenciado, insistem em receber os chamados receptivos, situação que coloca a saúde de todos os munícipes em perigo, haja vista a chegada diária de dezenas de turistas dos mais variados locais, sem controle algum”, diz um trecho da petição.

Dentre os pedidos, Ary Lages requer que a proibição seja determinada para os próximos 30 dias ou até enquanto durar o decreto que estabeleceu a situação de emergência. Com o apoio da Polícia Militar e das Guardas Municipais, dezenas de profissionais estão realizando o trabalho de fiscalização, de modo a preservar a saúde dos moradores de Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras.

Fonte: Sucursal Região Norte / Claudio Bulgarelli

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