Interior

12 de fevereiro de 2020 09:54

Parceria garante revitalização do Mosteiro de São Bento

Obra de recuperação do monumento já foi iniciada; R$ 500 mil serão empregados na 1ª etapa, prevista para terminar em julho

↑ Tombado pelo patrimônio histórico brasileiro, Mosteiro de São Bento é um dos mais conhecidos de Alagoas (Fotos: Ascom Maragogi)

A Prefeitura de Maragogi, em parceria com Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), deu início às obras de revitalização do Mosteiro de São Bento.

A revitalização do antigo mosteiro, um dos mais antigos monumentos históricos de Maragogi, localizado no alto de um mirante, no povoado de São Bento, é o primeiro passo para torná-lo uma atração cultural, fomentando dessa forma o início de um ambicioso projeto de turismo religioso.

O projeto, que conta também com a participação da Arquidiocese de Maceió, começa a ganhar forma com a primeira fase das obras, num total de três intervenções.

A primeira fase começa com o escoramento das ruínas, recompondo as bases para a preservação e valorização das ruínas. Em seguida, virão os outros dois projetos que é o de urbanização da área e a construção de um anfiteatro, uma lanchonete e estacionamentos com baias para ônibus e vagas para carros, além de rampas de acesso para pedestres e um mirante. O investimento inicial é de R$ 500 mil e o prazo de entrega da primeira etapa está prevista para julho deste ano.

Em julho de 2019 o governo federal, através do Iphan, anunciou a liberação de R$ 2,4 milhões para o Mosteiro de São Bento. O Instituto informou que os R$ 2,4 milhões seriam utilizados em serviços emergenciais para consolidação e escoramento das ruínas. Desse total os primeiros 500 mil reais já foram liberados.

Com isso, o objetivo do prefeito Sérgio Lira, de fazer de Maragogi um grande polo cultural regional, incluindo o Mosteiro de São Bento como meta do turismo religioso, começa a se transformar em realidade.

Após a revitalização, o Mosteiro de São Bento fará parte do chamado “Memorial do Caminho da Fé”, um projeto que visa ligar outros locais sagrados já tombados pelo Iphan, em uma extensão que vai de Recife a Penedo. Um centro de interpretação e memória será erguido nas ruínas e permitirá aos turistas saber o que encontrar nesse caminho de peregrinação.

Construído no século XVII (primeiros registros datam de 1634), o monumento, além de servir de pouso para religiosos em trânsito, tinha também uma finalidade estratégica de proteção contra invasão de piratas, principalmente franceses e holandeses. Hoje sobraram apenas ruínas do mosteiro, com alguns poucos paredões ainda de pé.

O Mosteiro de São Bento é um dos prédios tombados como patrimônio histórico brasileiro mais conhecidos de Alagoas. O prédio fica no povoado São Bento e atrai o chamado turístico cultural.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

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