Interior

16 de outubro de 2019 09:09

Empresários se unem ao poder público para monitorar Rota Ecológica

Ideia partiu do pousadeiro Wilson Domingos, proprietário da pousada e restaurante Recanto dos Milagres

↑ Praia do Riacho, em São Miguel dos Milagres, é monitorada diariamente por mais de 50 pessoas (Foto: Claudio Bugarelli)

Os empresários de empreendimentos hoteleiros da Rota Ecológica dos Milagres, preocupados com a chegada das manchas de petróleo em algumas praias, se organizaram desde ontem e já estão realizando uma espécie de monitoramento 24 horas por dia nas 10 praias da região, usando principalmente os recursos humanos disponíveis, como fiscais das prefeituras, voluntários de organizações não governamentais (ONGs) e os jangadeiros de corais, que somam mais de 150 pessoas, responsáveis por levar os turistas até as famosas piscinas naturais, até o momento incontaminadas.

A ideia partiu do pousadeiro Wilson Domingos, proprietário da pousada e restaurante Recanto dos Milagres, na Praia do Riacho, que trabalha com turismo receptivo, onde recebe mais de 100 turistas todos os dias em busca das atrações turísticas da Rota Ecológica. Na praia do Riacho, por exemplo, já existem quatro pousadas e dois restaurantes, responsável por mais de 150 empregos diretos e mais de 300 indiretos.

“Estamos preocupados, mas muito atentos. A praia do Riacho, hoje uma das mais movimentadas de São Miguel dos Milagres, está sendo monitorada dia e noite por mais de 50 pessoas, sobretudo jangadeiros e bugueiros, que são a nossa linha de frente para detectar qualquer anormalidade nas praias. Até o momento não tivemos ocorrência do óleo em nossa praia, mas estamos vigilantes e em constante contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o ICMBio e outros órgãos responsáveis. Nossa preocupação é evitar que o óleo se aproxime da praia”, afirmou o empresário Wilson Domingos.

Na manhã da segunda-feira (14) algumas manchas foram vistas na praia do Toque e de Porto da Rua, em São Miguel dos Milagres e em trechos da praia de Porto de Pedras. No fim da tarde a mancha já tinha atingido a praia de Barra de Camaragibe, no município de Passo, e a praia de Tabuba, na Barra de Santo Antônio. Provavelmente, com a mudança da maré, o petróleo cru não atingiu as praias do Riacho, São Miguel dos Milagres, Marceneiro e a famosa e deserta Praia do Morro, essas duas pertencentes ao município de Passo de Camaragibe.

Nas praias atingidas, Porto de Pedras, Toque, Barra e Tabuba, um verdadeiro mutirão, que envolveu garis das quatro prefeituras, voluntários de ONGs e ambientalistas, deu início à limpeza imediatamente, retirando todas as manchas encontradas, que foram armazenadas para serem analisadas por técnicos.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bugarelli

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