Interior

27 de julho de 2019 18:03

Jovens da periferia de Arapiraca criam movimento

Inclusão social acontece no município por meio do 'Batalha do Bosque', que promove lazer e cultura a moças e rapazes

↑ Uma vez por semana, os jovens se reúnem para expressar todos os seus sentimentos com letras improvisadas de músicas e o som do rap (Foto: Davi Salsa)

Um dos principais cartões-postais da cidade, o Bosque das Arapiracas, está sendo palco de um movimento em defesa da identidade e da inclusão social de dezenas de jovens da periferia da maior metrópole do interior alagoano.

Uma vez por semana, nas noites de sábado, os jovens se reúnem no entorno da fonte luminosa, para expressar todos os seus sentimentos com letras improvisadas de músicas e o som do rap contra a falta de uma política pública mais abrangente de acesso à cultura e ao lazer.

Esse movimento, intitulado “Batalha do Bosque”, foi iniciado há cerca de um ano e está dando voz e propagando a cultura de moças e rapazes que vivem na periferia de Arapiraca.

“Nosso maior propósito é promover o lazer, a diversão e, ao mesmo tempo, manter um diálogo com os adolescentes sobre assuntos que muitas vezes são difíceis de tratar em outros lugares, como drogas, criminalidade, discriminação e violência”, explica o sonoplasta e produtor cultural Dinho Nascimento.

Ele relata que, devido ao sucesso do movimento, a Batalha do Bosque também ocorre numa quarta-feira à noite, num encontro a cada mês.

“Os jovens da periferia são muitas vezes discriminados e levados até por falsos amigos a ingressar no caminho errado, e nosso projeto é mostrar que todos têm um potencial para fazer coisas boas”, argumenta Dinho Nascimento, acrescentando que durante o evento é proibido o consumo de bebidas alcoólicas entre os participantes e acompanhantes.

Duelo

A Batalha do Bosque atrai o público jovem e, também, pessoas adultas que formam um público cada vez maior para assistir o duelo de rimas.

Um dos participantes inscritos desafia o oponente com rimas de um determinado assunto ou tema. O adversário, por sua vez, tem de responder também com rimas.

A plateia e dois jurados escolhem quem rimou melhor e apontam o vencedor da batalha.

“Garotos e garotas com menos idade estão participando do projeto. Não temos distinção de cor, raça e sexo. Quem fizer qualquer ataque verbal agressivo é desclassificado da competição”, declara Dinho Nascimento.

O produtor cultural relata que mantém o projeto sem receber nada em troca. “Faço tudo por amor ao movimento e com apoio de alguns amigos”, finaliza.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Davi Salsa - Sucursal Arapiraca

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