Interior

21 de julho de 2019 10:35

Solenidade traz 84 novos técnicos pelo campus Palmeira

Cerimônia foi realizada sob clima de emoção e destinou-se a alunos dos cursos técnicos integrados em Edificações, Informática e Eletrotécnica

Na incessante busca por um “lugar ao sol”, o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) oportuniza a cada ano vagas em cursos técnicos integrados para jovens que visam uma educação pública e profissional de qualidade. Após quatro anos de persistência e dedicação, eis que chega o momento tão almejado por eles: a cerimônia de conclusão de curso. Nesta sexta, 19, foi realizada a tão aguardada solenidade para 84 concluintes dos cursos técnicos integrados em Edificações, Eletrotécnica e Informática.

O evento teve como mestre de cerimônias o professor e chefe do Departamento de Ensino Superior, Rodolfo Santos. As boas-vindas foram dadas pelo diretor-geral do campus, Roberto Fernandes, que também deixou uma mensagem para os concluintes ressaltando a importância do respeito nas relações. “Vocês terão saudades do ensino médio e este ainda é o começo de uma caminhada de verdadeiro trabalho. Hoje, 19 de julho, é dia da caridade, que possamos ser sempre humildes e caridosos, na vida e em suas profissões. Vivam intensamente cada momento e sempre com muita alegria”, pontuou Roberto.

Compuseram a mesa da solenidade: o diretor-geral do campus Palmeira, Roberto Fernandes; o diretor de ensino, Israel Crescêncio; representando o coordenador do curso de Edificações, Arthur Lima, a chefe do departamento de Orçamento e Finanças, Renata Vieira; a coordenadora do curso de Eletrotécnica, Quitéria Belo; a coordenadora do curso de Informática, Helynne Lima; e o professor e patrono das turmas de 2018, Bruno Uchôa.

Histórias de vidas

Rafael Salomão, 21 anos, entrou para o Ifal em 2013. Em seis anos como aluno do curso de Informática, ele teve que lidar com duas reprovações, frustrações e dificuldades, mas sua história é de superação. Ele até pensou em desistir no meio do caminho, mas a força da sua família, namorada e amigos não o deixaram.

“Não dominava alguns conteúdos básicos que era para ter eu visto no ensino fundamental. Tive problemas também em casa, pois não tinha internet e nem um computador para fazer pesquisas e trabalhos. Através de um projeto de professores do campus, tive reforço no turno contrário em uma disciplina que tinha bastante dificuldade: Física. Consegui recuperar e ser aprovado, contudo fui reprovado em outras matérias”, conta Rafael.

Em 2015, o garoto teve que começar a conciliar os estudos no Ifal com o trabalho que havia conseguido. A carga pesada de obrigações acabou trazendo mais uma reprovação para o histórico escolar dele.

“Mas em 2016, eu voltei com todo gás. Foi um ano bom, mas, mesmo assim, tinha dificuldades quando tinha algum trabalho em equipe. Depois disso, fui monitor voluntário de Introdução à Programação. Passei muitos altos e baixos, mas não desisti. Sem dúvidas o que mais marcará é a qualidade do ensino e o compromisso com os alunos que toda a instituição tem”, diz Rafael, que ainda acrescenta que entres seus principais sonhos estão o de dar uma casa para sua mãe e cursar Sistemas da Informação.

Ana Ranielly Santos, 18 anos, também foi uma dessas personagens que chamaram a atenção por sua trajetória no Ifal. Hoje técnica em Informática, ela afirma que uma das lições mais importantes que tira é a de dar valor a uma oportunidade.

“Comecei o curso em 2015. Nesses quatro ano levarei as amizades que fiz aqui no Instituto, sem falar nas oportunidades que tive. Hoje eu sei reconhecer uma. No Ifal pude participar de vários eventos enriquecedores e também fui até Campinas-SP como finalista na Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), em 2017”, conta a garota, que hoje cursa Fisioterapia.

Fonte: Assessoria

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