Interior

15 de julho de 2019 09:42

Empresário suspeito de estuprar crianças publica vídeo negando acusações

Lojista diz em rede social não ter praticado crime e ter residência fixa em Maceió

↑ Empresário apontou contradições em depoimento (Foto: Reprodução)

A polêmica que ganhou as ruas da cidade de Campestre durante a semana em que uma mãe acusava um empresário de estuprar duas crianças ganhou um novo capitulo neste domingo. O empresário Edmilson de Lima gravou um vídeo negando as acusações de estupro contra duas crianças de 10 anos que teria ocorrido no ano passado. O caso, no entanto, só foi denunciado à justiça na última terça-feira (9). No vídeo publicado nas redes sociais, o empresário que possui uma loja de eletrônicos no centro da cidade, afirmou que não praticou o crime e que não está foragido, pois tem residência fixa em Maceió.

Ele relata que compareceu à delegacia de Novo Lino no dia 4 de junho, prestou depoimento e está à disposição da Justiça. Edmilson de Lima conta que era rotina das meninas saírem da escola e passar na loja para pedir um “troco”, que supostamente o empresário devia a elas. Ainda segundo o empresário, funcionários e clientes são testemunhas desses fatos e dos problemas que as meninas causavam na loja pedindo dinheiro.

“Uma vez liguei para a mãe delas para buscá-las. Cheguei a expulsá-las várias vezes da loja”, afirma o empresário durante depoimento no vídeo, em que aponta ainda contradições nos depoimento. Segundo ele, no Conselho Tutelar o depoimento das vítimas o acusava de ter tocado nas partes intimas delas. Já na Policia Civil, o depoimento é de que houve relação sexual anal e vaginal em uma das garotas.

O caso veio a tona no dia 18 de maio durante uma palestra sobre o abuso sexual de crianças. O empresário acabou sendo acusado de estuprar duas crianças. Uma das vítimas é portadora de necessidades especiais. Os casos ocorriam desde o ano passado, mas só foram descobertos após uma palestra sobre 18 de Maio (Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual). E o caso foi registrado na justiça na última terça-feira (9).

De acordo com a mãe da garota especial, a filha vinha sofrendo os abusos desde o ano de 2018. A vítima revelou que outra menina de 11 anos também sofreu abusos do mesmo acusado. À época, as duas vítimas tinha dez anos de idade.

Fonte: Tribuna Hoje / Claudio Bulgarelli - Sucursal Região Norte

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