Interior

13 de julho de 2019 11:31

No inverno, Boca da Mata é opção para fim de semana

Conhecida como Cidade das Serras, localidade é alternativa agradável para turistas em busca do desejado friozinho

↑ Nesta segunda reportagem da série, destacamos o clima serrano em Boca da Mata, situada a 87 quilômetros da capital alagoana, que é atrativo para nativos e turistas que buscam o desejado friozinho neste inverno (Foto: Reprodução / PP Drone)

Nosso segundo destino do roteiro de inverno, o município de Boca da Mata – que também faz parte da região conhecida como Circuito do Frio e é denominado como Cidade das Serras ou Princesa das Serras -, tem sido uma opção agradável para muitos alagoanos em busca do tão desejado friozinho de inverno, sobretudo nos fins de semana. Distante apenas 87 km da capital, com acesso pela AL-105 e depois pela AL-215, o município revela uma natureza com inúmeros atrativos naturais, exuberantes e que serve de atração para um turismo em crescimento, mesmo com a pouca estrutura existente.

MONTANHA

A presença da Serra de Santa Rita, local de peregrinação durante a Semana Santa e Patrimônio Natural do município, é a principal atração para o turismo religioso e de aventura, com trilhas até o alto da montanha. Outros pontos de destaque são as Bicas do Arlindo, Baixa Grande e Quebra Carro, essas duas últimas localizadas em uma APA (Área de Proteção Ambiental). Mas o local que mais atrai visitantes é o Balneário Águas de São Bento.

A cidade é também conhecida por conta do seu artesanato em madeira, legado do Mestre Manoel da Marinheira e hoje com vários seguidores, entre filhos e discípulos. Manoel da Marinheira nasceu em 1916 e morreu em 2012, deixando para a família e seus discípulos a arte de tirar dos troncos de jaqueiras inativas peças que mostram o imaginário da fauna do planeta – de miniaturas a obras colossais – como onças, leões, peixes, macacos, tatus, antas, hipopótamos, gatos egípcios, elefantes, jacarés, tubarões e esculturas compostas de grande dimensão multifacetadas.

Como toda cidade pequena o ponto de encontro é a Praça central ou Padre Cícero, onde acontece a maioria dos eventos. E a animação do povo do município pode ser vista em duas grandes festas religiosas, que atraem milhares de pessoas todos os anos. A principal delas, a Festa da Padroeira Santa Rita de Cássia, no dia 22 de maio, e a Festa do padre Cícero Romão, que será comemorada no próximo dia 20 de julho.

O nome do município é uma referência às primeiras residências construídas na entrada de uma grande mata, estendida rumo a Atalaia, e é uma cidade conhecida por suas riquezas naturais. A cidade das serras oferece rios, trilhas e matas virgens como parte do roteiro turístico ecológico e de aventura.

As terras, que ofereciam condições para a implantação de sítios e fazendas, desenvolveram as lavouras e a criação de gado. A maior parte das terras pertencia ao Engenho Santa Rita, de propriedade de Antônio Pinto da Cunha Coutinho. Com o rápido desenvolvimento do povoado, surgiu o movimento pela emancipação. Uma lei elevou a vila à condição de município autônomo, mas a lei não foi cumprida e Boca da Mata permaneceu integrada a São Miguel dos Campos. A emancipação aconteceu em 1958.

Serra e balneário Águas de São Bento, irresistíveis mesmo no frio

A serra de Santa Rita, considerada patrimônio natural, reúne características bem convidativas aos que a visitam. Logo após a Quaresma, mais precisamente na Sexta-feira Santa, essa localidade recebe milhares de visitantes, turistas e pagadores de promessas que sobem a serra a pé para receber qualquer que seja uma graça divina. Revelando belezas naturais exuberantes, a Serra de Santa Rita é uma das mais belas de Alagoas e possui mais de 300 metros de altura. Subir até o ponto mais alto da serra, influenciado pela tradição popular dos habitantes da cidade e pela vontade de apreciar a paisagem, é o que atrai milhares de pessoas todos os anos. A crença de que a subida até o alto da serra trará o perdão de pecados está em todos os lugares.

O balneário Águas de São Bento está localizado em uma fazenda com 1.200 hectares, onde 30% deles estão localizados em área especial de preservação de Mata Atlântica. No espaço também existe um açude que conta com exemplares de peixes das espécies tambaqui, tilápia, vermelho e preto, traíra e piau. Toda a área é cortada pelo rio Sumaúma, que também banha os municípios de Boca da Mata, Pilar e São Miguel dos Campos. Toda área de acesso ao Balneário é calçada.

A partir de 2003 foi promovida a incorporação da infraestrutura já existente, açude, trilha, bicas e piscinas, além da construção de outras instalações como museu, auditório, trem e quadras esportivas. Foi assim que nasceu o Balneário Águas de São Bento e de suas atividades empresariais. O balneário abre a porteira bem cedinho e as atividades se iniciam às 8h. Os visitantes são recepcionados com um café da manhã bem reforçado e recebem pulseiras de identificação. Acompanhados por guias, as atividades matinais com muita aventura são distribuídas nos muitos passeios oferecidos.

O balneário também oferece atividade cultural. O museu é composto por mais de mil peças de animais esculpidos na madeira da jaqueira, pelo artista Manoel da Marinheira. As obras fazem parte da coleção do museu e retratam a biodiversidade brasileira em diversos tamanhos e modelos.

 

Fonte: Tribuna Independente\Sucursal Litoral Norte / Claudio Bulgarelli

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