Interior

13 de julho de 2019 10:17

Fumo tem melhor cotação dos últimos 15 anos no Agreste

Produtores retomam plantio e quilo da folha está sendo comercializado a R$ 30, 3 vezes mais do que em anos anteriores

↑ Clima é favorável e abre novos horizontes para os agricultores fumageiros; mercado interno está aquecido (Foto: Davi Salsa)

Após 15 anos de retração, a cultura fumageira mostra sinais de recuperação no Agreste alagoano.

A falta de produto no mercado interno melhorou a cotação do preço do tabaco. O quilo, atualmente, está sendo comercializado a R$ 30,00.

Isso representa uma valorização três vezes maior em comparação aos últimos anos, com o preço variando entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

As chuvas estão caindo desde o início deste mês em Arapiraca e nos outros municípios produtores da região, a exemplo de Lagoa da Canoa, Craíbas, Feira Grande e Coité do Nóia.

O clima é favorável e abre novos horizontes para os agricultores fumageiros, que já iniciaram o plantio, com a expectativa de uma boa colheita entre os meses de setembro e outubro deste ano.

Para o presidente do Sindicato Rural Patronal de Arapiraca e conselheiro da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (Faeal), José Adailton Barbosa, o início do inverno é um momento é de muita esperança para os produtores.

Ele estima que, nos municípios produtores, a área plantada seja de mais de dez mil hectares.

“O fumo é uma cultura que emprega mão de obra no campo e gera milhares de empregos diretos e indiretos”, salienta José Adailton.

No auge da cultura fumageira, nas décadas de 1970 e 1980, o município de Arapiraca foi o maior produtor nacional com mais de 38 mil hectares plantados. A maior parte era cultivada em pequenas propriedades rurais, entre 10 e 15 tarefas de terra.

Nesse período, a comercialização do tabaco gerava R$ 1 bilhão para a economia alagoana, principalmente com a exportação para os Estados Unidos e países da Europa.

No início década de 1990, o fumo começou a perder espaço com maior exigência das leis internacionais na área de saúde, o que afetou consideravelmente a economia e a vida dos fumicultores alagoanos.

Mandioca

Além do plantio do tabaco, o período chuvoso também está sendo favorável à cultura da mandioca.

Na região, 12 municípios produzem a raiz cujo preço da tonelada, hoje, varia entre R$ 200 e 220. Em anos anteriores, o Agreste chegou a comercializar mais de 350 mil toneladas de mandioca.

José Adailton lembra que 2018 foi um ano muito difícil para a cultura. “Os agricultores tiveram muitos prejuízos. O período do plantio termina neste mês de julho e esperamos uma reação do mercado interno”, acrescenta.

A expectativa é de que até o mês de setembro, com o final da colheita, o preço da mandioca alcance o patamar de R$ 300 a toneladas do produto.

 

Fonte: Tribuna Independente\Sucursal Arapiraca / Davi Salsa

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