Interior

25 de junho de 2019 14:52

Greve dos jornalistas recebe apoio de sindicatos e da sociedade no Agreste

Mobilização ocorreu defronte do prédio da Sucursal da Gazeta, em Arapiraca

↑ Jornalistas receberam apoio de várias categorias na mobilização na Capital do Agreste Fotos: Davi Salsa

Mobilizados desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (25), contra a proposta de redução de 40% no piso salarial da categoria, os jornalistas alagoanos cruzaram os braços e estão recebendo o apoio de sindicatos de várias classes de trabalhadores e de representantes dos diversos segmentos da sociedade de Arapiraca e de outras cidades do Agreste.

Os profissionais que atuam na região se reuniram na Praça Luiz Pereira Lima, na antiga Praça da Prefeitura, defronte do prédio da Sucursal das Organizações Arnon de Mello (OAM).

A empresa é gestora da TV Gazeta, jornal Gazeta de Alagoas e rádios Gazeta, que juntamente com Pajuçara Sistema de Comunicação (PSCOM), administrador da TV Pajuçara, Rádio Pajuçara e portal de notícias TNH1 e o Sistema Opinião, que mantém a TV Ponta Verde e o portal OP9 lançaram a proposta de reduzir os salários dos jornalistas.

Há mais de um mês que o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) vem tentando, por várias vezes, abrir um canal de negociação, mas empresas mantiveram a proposta de redução dos salários em 40%.

Os empresários defendem uma redução de R$ 1.400 reais na renda mensal do jornalista alagoano.  No último domingo (23), o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), desembargadora Anne Inojosa, negou a liminar requerida pela TV Ponta Verde para manter as atividades na empresa durante a greve convocada pelo Sindjornal.

Solidariedade

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Metropolitanos do Agreste de Alagoas, entidade que tem mais de 500 filiados na região, Anselmo Santos foi até a praça, no centro de Arapiraca, para prestar apoio à greve dos jornalistas.

“Essa é uma mobilização justa. Nenhuma categoria pode ter salários reduzidos, sobretudo os jornalistas, que desempenham um papel importante em nossa sociedade”, afirma.

James Magalhães, representante do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios de Alagoas (Sintect/AL), considera um absurdo a proposta dos donos das maiores empresas de comunicação no estado. “É uma proposta inconstitucional e uma afronta não somente aos jornalistas, mas a toda a classe trabalhadora”, salienta.

A mesma opinião é compartilhada pelo presidente da Cooperativa dos Transportadores Intermunicipais do Estado de Alagoas (Coopervan), Marcondes Prudente, e o representante do Sindicato dos Servidores do Detran de Alagoas (Sinsdal), Roberto Martins.

“Hoje é um dia histórico em Alagoas. Apoiamos e estamos solidários aos jornalistas contra esse ataque à classe trabalhadora. É inadmissível os donos dos maiores meios de comunicação desse estado não respeitem a data-base e ainda queiram reduzir os salários dessa categoria que é tão importante para a nossa sociedade em tempo obscuros dos fake news”, reforça o sindicalista .

Fonte: Tribuna Hoje / Davi Salsa

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