Interior

17 de junho de 2019 15:20

Fabricação de brinquedos caseiros vira ferramenta pedagógica em escola de Penedo

Projeto estimula a criatividade, coordenação motora e a concentração dos alunos

↑ Professor Firmino Souza coordena o projeto com os alunos em Penedo Fotos: Assessoria

Argolas de chaveiros, tampas de garrafas PET, CDs, barbantes, caixas de pizza, entre outros materiais recicláveis, são utilizados pelos alunos da Escola Municipal de Educação Básica Barão de Penedo para fabricação de brinquedos e importante ferramenta no processo de ensino e aprendizagem.

A iniciativa  pioneira é coordenada pelo professor de Educação Física Firmino Souza. Ele conta que, durante os intervalos das aulas, percebeu que um grande número de alunos se reunia para competir com um brinquedo conhecido como beyblade.

O brinquedo é baseado no beigoma, uma espécie de pião tradicional japonês, porém em uma versão mais tecnológica. Sua produção foi iniciada pela empresa japonesa Takara Tomy em 1997. Em 2002, a  empresa Hasbro produziu beyblades baseadas em uma série de TV.

Os estudantes utilizavam uma versão caseira do brinquedo, usando vários materiais recicláveis. Por conta disso, o professor Firmino Souza criou um projeto escolar que trabalha a interdisciplinaridade no processo de ensino dos jovens.

O que mais chamou a atenção do educador foi o fato de que os próprios alunos fabricavam seus brinquedos, uma vez que nas lojas do comércio local um beyblade varia entre 25 a 100 reais.

“O projeto trabalha  a importância da  interdisciplinaridade, juntando assim as aulas de educação física, artes, entre outras disciplinas. Com auxílio das aulas de arte, os alunos foram instruídos a utilizar materiais como tesoura, cola, esquadro, lápis de cor, entre outros, além de receber todo suporte para a confecção de seus brinquedos”, conta, salientando que, além da alegria e interação dos alunos, a coordenação motora, noção de espaço/tempo e o trabalho em dupla estão sendo experimentados dentro de sua disciplina

Para a Secretária de Educação Cintya Alves, a sensibilidade dos docentes, unida à criatividade dos alunos, resulta nessas iniciativas de sucesso. “De uma simples brincadeira, surgem novas práticas pedagógicas, dinâmicas e lúdicas, que possibilitam aos alunos externar a criatividade e a formação como cidadãos”, acrescenta.

Fonte: Tribuna Hoje / Davi Salsa com assessoria

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