Interior

4 de maio de 2019 14:13

”Estamos desamparados e esquecidos pela gestão”

Segundo moradores, prefeitura não está disponibilizando aluguel social; famílias afirmam que invadiram residencial porque não tem condições de pagar aluguel

↑ 40 Famílias ocuparam as casas desde última sexta-feira.

Os moradores que ocuparam os imóveis do Residencial Antônio Lisboa de Almeida, no Povoado Vila São Francisco, em Paulo Jacinto, Zona da Mata do estado, continuam indignados e insatisfeitos com as respostas da prefeitura. De acordo com eles, o descaso com os moradores do Povoado vem acontecendo desde 2012.

“Como já foi dito, se ocupamos as casas é porque não temos condições de está pagando aluguel ou amontoados em casas de parentes. São 40 famílias. Se sairmos daqui para onde iremos?” questiona uma moradora.

Para eles, as respostas dadas pelo prefeito Marcos Lisboa, foram superficiais e não concretas para os problemas do residencial.

“As respostas foram bem vagas – queremos solução e datas. O que sabemos é que as obras estão abandonadas. São apenas 40 casas destinadas aos moradores carentes do povoado. Mas, existem os boatos que tem mais de 40 pessoas cadastradas para receber o imóvel e até gente da cidade. O que queremos saber é as datas de entrega. Se caso o pedido de reintegração de posse for concretizado e a gente tenha que sair daqui para onde iremos. Ele como prefeito teria que nos ajudar” indaga uma moradora que não quis se identificar.

O caso repercutiu após matéria publicada neste sábado (4), onde Lisboa explica que a obra foi abandonada pela construtora. O prefeito disse ainda para reportagem que existe várias irregularidades. “Quando cheguei encontramos uma obra muito mal feita, casas semiacabadas e todas rachadas já. Outras cobertas, umas não, a tipografia errada abaixo das ruas, casas sem vergas, enfim, muitas irregularidades. Por isso, chamamos o construtor para reparar os erros – ele por sua vez disse que nunca tinha tido a exigência, então falei para ele que não autorizava a obra se não fosse feito os reparos, ele começou a corrigir os erros”.

O prefeito conta ainda que entrou em contato com o Ministério das Cidades e lá constava que obra estava 90% concluída, quando segundo ele na verdade nem estava 40%. ‘Agora, aguardo o aval do Ministério para o retorno das obras”.

As famílias questionam ainda a falta de reuniões e visitas da prefeitura para saber o que de fato acontece. Além disso, os moradores comentam que muitas dessas famílias não tem empregos e já vivem de ajuda e ‘bicos’. ‘nem aluguel social a prefeitura está pagando. Então, o jeito foi ocupar as casas. Não temos como ficar com as crianças andando para um lado e outro”.

A reportagem conversou no início da tarde com o prefeito Marcos Lisboa para saber qual o posicionamento dele para assegurar que as famílias não fiquem desamparadas. “As casas não tem condições mínimas de moradia. Elas devem voltar pra onde estavam antes.Faremos uma avaliação para as famílias que estão agindo com boa fé e tentar ajudar com o problema. Já, para as invasoras, agiremos de acordo com a lei, pois as mesmas serão denunciadas”, ressalta.

Fonte: Tribuna Hoje / Lucas França

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