Interior

16 de abril de 2019 14:46

Cacimbinhas tem estação para observar chuvas de meteoros

Aumento da rede de monitoramento de rochas espaciais vem ganhado espaço no interior de Alagoas

↑ Estação de monitoramento e observação de meteoros é operada pelo professor Lisboa, com a participação de alunos de escolas públicas de Cacimbinhas (Foto: Arquivo pessoal)

Operada pelo professor Jenivaldo Lisboa e com a participação de alunos de escolas da rede pública de Cacimbinhas, a 177 quilômetros de Maceió, funciona há cerca de dois anos a primeira estação de monitoramento e observação de meteoros do interior de Alagoas.

A base faz parte da expansão da Rede Brasileira de Observação de Meteoros, a Brazilian Meteor Observation Network (Bramon).

A rede em Alagoas conta com quatro estações em atividade: a CEUC1, a NJR1 e a LMT1 localizadas em Maceió, e operadas por Romualdo Caldas, David Duarte, Neftali Júnior e Lucas Teixeira, e a cAVT1, instalada no município de Cacimbinhas.

O professor Jenivaldo Lisboa revela que a Bramon é uma organização que atua sem fins lucrativos, com a missão de desenvolver e operar uma rede para o monitoramento de meteoros para produzir e fornecer dados científicos à comunidade, por meio da análise de suas capturas de imagens de bólidos.

“A mais recente observação de uma explosão de meteoro em nossa atmosfera, feita pela organização, ocorreu na semana passada, no Rio Grande do Sul, pelo professor-doutor Carlos Jung, e que estão muito acessadas por pessoas de todo o mundo pela internet”, salienta.

Lisboa adianta que a Rede Bramon foi implantada em Alagoas, com os esforços do atual diretor-presidente, Renato Poltronieri, em colaboração com o operador Marcelo Domingues e o diretor-técnico Marcelo Zurita, por meio dos quais Romualdo Caldas e David Duarte, do Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas, puderam conhecer a organização, no ano de 2015, surgindo a estação CEUC1 no estado.

Por outro lado, a interiorização do monitoramento de meteoros em Alagoas surgiu por influência do professor Adriano Aubert, do Observatório Astronômico Genival Leite Lima (OAGLL), mantido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em Maceió.

“Ele tem estimulado a criação de clubes e pesquisas voltadas à astronomia em nosso estado, bem como, em conjunto com o apoio constante de Marcelo Zurita e do Renato Poltronieri, conseguimos instalar a nossa estação em Cacimbinhas”, lembra Lisboa, adiantando que, nos últimos anos, Alagoas tem aumentado sua participação no monitoramento de meteoros por meio da instalação de estações vinculadas à Rede Bramon, contribuindo com a geração de dados que são disponibilizados a toda comunidade de pesquisadores no Brasil e no mundo.

“O videomonitoramento de meteoros em Alagoas teve início no ano de 2014, com a iniciativa do jovem Rodolfo Wanderley, oriundo da cidade de Palmeira dos Índios, e que possibilitou o contato com a Rede Bramon, que vem se expandindo no estado”, reforça.

Lisboa explica que, em 2016, a equipe do Observatório Astronômico Genival Leite Lima (OAGLL), localizado no Cepa, em Maceió, sob a supervisão dos professores Adriano Aubert e Charles de Magalhães, construíram a segunda estação em Alagoas.

“A presença da Bramon na capital e no interior não é só uma forma de contribuir com a pesquisa em meteoros, mas também como estímulo à divulgação científica com os jovens, levando esses estudos para o ambiente escolar e à comunidade do município de Cacimbinhas”, salienta.

Ele adianta que o monitoramento e a observação de meteoros no estado, com o apoio da rede, devem ganhar mais duas estações. As unidades serão instaladas no CEAAL/Usina Ciência e a cAVT2, que irão entrar em operação também no município de Cacimbinhas, para ampliar ainda mais a área de cobertura no céu, permitindo o crescimento da Astronomia em Alagoas.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Davi Salsa - Sucursal Arapiraca

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