Interior

12 de março de 2019 09:23

Hotel Fazenda Marrecas, em Maragogi, encerra suas atividades de hospedaria

De acordo com o grupo controlador do estabelecimento, a produção agrícola, pecuária e piscicultura continuará no local

↑ Hotel contava com 25 quartos e oferecia atividade de ecoturismo (Foto: Grupo Amarante)

O primeiro e mais antigo hotel fazenda de Alagoas, que se tornou nos últimos 16 anos num dos meios de hospedagem mais tradicionais da região Norte, o Hotel Fazenda Marrecas, em Maragogi, para tristeza do trade turístico alagoano, encerrou oficialmente suas atividades hoteleiras ontem (11). A notícia menos dolorosa é que o hotel fechou as portas para os hospedes, mas a fazenda continua funcionando com outras operações no lugar que existe desde o século XVIII.

A fazenda Marrecas transformou-se também em hotel no ano de 2002 e desde então passou a receber hospedes de todo o mundo, onde os turistas podiam contemplar as belezas naturais em harmonia com a natureza e praticar ecoturismo por várias trilhas próximas à fazenda, inclusive na famosa trilha do Visgueiro. O local serviu também para grandes festas, em especial de casamentos.

De acordo com o Grupo Amarante, controlador do hotel, após um longo processo de análises, a empresa decidiu encerrar as atividades hoteleiras no Marrecas. A decisão foi informada ao público no início do mês de fevereiro desse ano. O hotel contava com 25 quartos e a fazenda ocupa uma área total de 20.000m2.

O Grupo informou que foi uma decisão estratégica, já que preferiu se concentrar nos empreendimentos de grande porte, como o Salinas Maragogi, o Salinas Maceió e em breve o Japaratinga Lounge Resort. O grupo comunicou também que todas as outras atividades econômicas, que incluem a produção agrícola, pecuária e piscicultura permanecerão.

Fundada no Século XVIII, a Fazenda Marrecas é um antigo engenho de cana-de-açúcar localizado na Zona Rural de Maragogi. Suas instalações ocupam uma área total de 20.000 m2, que concentram, além do hotel, construções do antigo engenho de cana-de-açúcar, como a capela de São Gonçalo, o casarão-sede (não aberto para visitação) e a antiga casa de farinha, datados de 1780, auge do período colonial no Nordeste. A fazenda ainda conta com a Cachaçaria Maragogi, aberta a visitação, além de dezenas de animais do campo.

Fonte: Tribuna Indfependente / Claudio Bulgarelli

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