Interior

4 de fevereiro de 2019 17:29

17 tartarugas são encontradas mortas pelo Biota

Registro foi feito durante monitoramento em Feliz Deserto. Suspeita é de pesca predatória

↑ Maioria das tartarugas encontradas é da espécie Chelonia mydas (Foto: Divulgação)

Monitores do Instituto Biota de Conservação encontraram hoje (04), durante o monitoramento do Litoral Alagoano, 17 tartarugas mortas. Os animais foram encontrados na Praia de Feliz Deserto.

Segundo o Biota, este é o maior registro do tipo no Estado. E a suspeita do Instituto é de que a mortandade esteja relacionada com a pesca predatória.

“Desde quando começou o monitoramento com os equipamentos, nove meses se passaram e hoje foi a primeira vez que nossas equipes fizeram um registro nesta quantidade alarmante. Notamos ainda comparando com outros meses, que janeiro está havendo alta deste tipo de caso, já houve vezes que encontramos 9, 10 e agora 17 em uma única vez, na mesma parte do litoral”, comenta a coordenadora de monitoramento do Biota, Bruna Teixeira.

Ainda de acordo com ela, a maioria das tartarugas encontradas são tartaruga verde da espécie Chelonia mydas.

De acordo com o Biota, os animais passaram por um processo de monitoramento. “O processo consistiu em identificar a espécie. Nelas, foi realizada uma biometria para posteriormente  a gente enterrar”.

Teixeira explicou que até o momento ainda não se sabe a idades dos animais encontrados mortos, só após os resultados das analises que serão identificados às espécies, causa da morte e idade. “Geralmente, o perfil de animais que encalham no litoral alagoano é juvenil. Raramente encalham tartarugas adultas’’.

Para a coordenação do Instituto, a culpa dessas ocorrências registradas pelo monitoramento quanto pela denúncia da população está relacionada em grande parte pela ocorrência da tática de pesca prejudicial.

O responsável técnico pelo instituto, o biólogo Bruno Stefanis disse que esses registros são recorrentes em Feliz Deserto. “As 17 foram encontradas só hoje, mas, mês passado nesse mesmo trecho foram mais de 100 tartarugas”, conta.

Bruno considera o número alto e comenta que os barcos estão pescando muito próximo da costa (o que é proibido). “O mínimo é uma milha náutica. Já informamos o caso para Ibama {Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis}.

Fonte: Tribuna Hoje / Redação

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