Interior

5 de janeiro de 2019 15:10

Turismo na Rota Ecológica dos Milagres

São os 30 quilômetros mais caros e mais belos do litoral alagoano, em destino considerado de requinte

↑ Todo o esplendor da natureza na foz do Rio Tatuamunha em Porto de Pedras, Litoral Norte alagoano (Foto: Igor Couto / Cortesia)

Nosso roteiro turístico chega finalmente na conhecida e famosa Rota Ecológica dos Milagres. A terceira reportagem percorre os 30 quilômetros mais caros e mais belos do litoral, passando pelos municípios históricos de Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras. Nesse trecho vamos encontrar o primeiro hotel fazenda da região, as pousadas de charme, o santuário do peixe boi marinho, as igrejas seculares e praias que ocupam lugar de destaque no cenário do turismo nacional, como a do Toque e a do Patacho.

A 79 km de Maceió se chega à cidade de Passo de Camaragibe. No caminho para o litoral encontramos a bela Fazenda Cambará, onde fica o primeiro hotel fazenda da região, o Hotel Cambará. Mas somente alguns quilômetros depois o azul turquesa do mar nos presenteia a estrada parque que dá realmente início a Rota Ecológica.

Na Barra do Camaragibe, pequeno povoado que apresenta uma modesta estrutura para o turismo com uma pousada e dois restaurantes. Mas os cenários são de tirar o folego.

E é aí que o cenário muda e muda conforme a tábua da maré. Com bancos de areias e a proteção do paredão de corais em alto mar, o lugar fica ainda mais bonito na maré baixa, quando piscinas naturais são formadas ao longo da costa. Entre tantos trechos de praias com águas mornas e tons diferentes, vale destacar o da foz do Rio Camaragibe, onde é possível se dividir entre o banho de água doce e salgada, observando a diversidade do ecossistema do lugar.

Depois de cinco minutos de carro, entre coqueirais e condomínios, que vão alterando novamente o cenário, dá também para desfrutar da tranquilidade da Praia de Marceneiro, vila de pescador que ainda resguarda pontos bucólicos sombreados por coqueirais, lugar propício para quem busca diversão tranquilidade em meio à natureza e famosa por ser a praia onde acontece o Réveillon dos Milagres.

Destino de requinte

Enfim a 81 km da capital se chega ao coração da rota e a cidade que empresta um dos seus nomes a esse famoso trecho do litoral alagoano. São Miguel dos Milagres, considerada a capital da Rota Ecológica, é o principal município desse trecho também denominado de Rota de Charme do Litoral Norte. Essa antiga vila de pescadores se transformou nos últimos 10 anos em um destino de requinte.

Com paisagem bucólica formada por praias pouco frequentadas de águas mornas e imensas faixas de coqueirais, a cidade, com aspecto de povoado, possui ritmo lento, tranquilo e excelentes pousadas, muitas de nível internacional e com preços a altura das estrelas. Mas a verdadeira mudança acontece na alta temporada, com a chegada de milhares de turistas que lotam bares, lanchonetes, restaurantes, carros de passeios e as jangadas que levam os visitantes até as piscinas naturais.

Fora desse período, e como em São Miguel dos Milagres o tempo anda devagar, o melhor é aproveitar cada minuto explorando as faixas de areia, as piscinas naturais com navegação em jangadas e, claro, uma boa conversa e a produção artesanal dos moradores que fazem diversos objetos de decoração e utilitários com talos e palha de coqueiro.

Para completar e fechar a Rota Ecológica, a 95 km do nosso ponto de partida, se chega a Porto de Pedras. Logo de cara o imenso farol no alto do morro que guia as embarcações durante a noite dá as boas vindas a quem chega à cidade. Dividido entre o mar e o Rio Manguaba, o lugar que possui construções históricas da época da ocupação portuguesa e holandesa em Alagoas, é conhecida também como a cidade santuário do peixe-boi marinho, que fica no povoado de Tatuamunha. O trabalho ambiental de reintrodução destes animais na natureza, que ganhou força nos últimos anos, é a principal atração turística da região.

Bonita por natureza e pelas intervenções humanas, Porto de Pedras abriga praias dignas de cartão postal, a exemplo de Patacho e Lage. Outro ponto que vale ser visitado por quem está na região é o povoado Tatuamunha, com casarios históricos e onde é possível fazer o famoso passeio em jangada pelo rio com os jangadeiros da Associação dos Observadores do Peixe Boi. O passeio inclui andar pela ponte de madeira, apreciar imensos manguezais preservados e talvez até encontrar os donos do lugar, os peixes-boi, cada vez mais arredios pelo excesso de embarcações no rio.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Claudio Bulgarelli – Sucursal Região Norte

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