Interior

11 de dezembro de 2018 17:52

Acusado de feminicídio em Penedo será julgado nesta quarta-feira (12)

Réu Genilson Ferreira não aceitava paixão não correspondida por Maria Claudinete Catum

↑ Genilson Ferreira Silva foi julgado por homicídio qualificado por motivo torpe e roubo qualificado mediante o uso de arma de fogo (Foto: Divulgação)

O réu Genilson Ferreira Silva, acusado de feminicídio contra Maria Claudinete Catum, será levado a júri popular nesta quarta-feira (12), às 8h, pela 4ª Vara Criminal de Penedo. O julgamento será conduzido pelo juiz Antônio Rafael Wanderley Casado da Silva.

De acordo com a denúncia, em fevereiro de 2016, por volta das 15h30, Genilson Ferreira matou Maria Claudinete no supermercado em que a vítima trabalhava. O acusado teria roubado uma motocicleta antes de chegar ao local, onde entrou usando capacete, também roubado, para não ser reconhecido. Depois do crime, o réu fugiu na moto.

Genilson efetuou de 5 a 6 disparos contra a vítima, que estava operando o caixa no momento e morreu no local. A motivação do crime teria sido uma paixão não correspondida pela vítima, que era casada.

Segundo testemunhas, Maria Claudinete nunca se relacionou com o indiciado, e era constantemente assediada por ele, que enviava presentes e falava que “se a vítima não fosse dele, não seria de mais ninguém”, além de já ter tentado suicídio pelo mesmo motivo do crime.

Em depoimento à polícia, o marido da vítima contou que pouco depois de ter conhecido Maria Claudinete, teria visto uma mensagem de Genilson no celular dela dizendo que era para terminar o relacionamento porque poderia dar problema. Poucos dias antes de casarem, soube que o acusado tinha voltado de São Paulo e decidiu conversar com ele para pedir que seguisse a vida com a esposa e os filhos dele, mas também foi ameaçado pelo réu.

Membros da igreja que os três frequentavam ainda tentaram ajudar mandando o acusado para o Ceará, mas, mesmo assim, ele continuou ligando para Maria Claudinete. O marido da vítima ainda soube que o acusado teria o procurado em casa antes de seguir para o supermercado, mas não o encontrou.

Genilson Ferreira Silva será julgado por homicídio qualificado por motivo torpe e roubo qualificado mediante o uso de arma de fogo.

Fonte: Dicom TJ/AL / Texto: Thaynara Monteiro

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