Interior

21 de setembro de 2018 10:13

Falta de saneamento atinge municípios do Litoral Norte

De Paripueira a Maragogi o que se vê, é que as cidades cresceram em ritmo acelerado, sem planejamento; bairros inteiros surgiram sem o mínimo de serviços básicos, como acesso á água potável

↑ Em São Miguel dos Milagres, só 30% da população têm acesso a saneamento básico, segundo Secretaria de Turismo (Foto: Claudio Bulgarelli)

Os dados alarmantes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a falta de saneamento básico que atinge a grande maioria das cidades em todo o país, confirmados pelo Ministério da Saúde que aponta um custo de mais de 100 milhões de reais com internações hospitalares de pacientes no SUS pela falta de saneamento e acesso à água de qualidade em 2017, traz a tona um antigo problema que envolve todos os municípios do Litoral Norte de Alagoas.

A defasagem histórica de dezenas de anos e a falta de infraestrutura, com a dependência quase que total de verbas federais para esses projetos, transformou as cidades do Litoral Norte numa espécie de paraíso tropical com esgotos a céu aberto.

De Paripueira a Maragogi o que se vê é que as cidades cresceram em ritmo acelerado, sem planejamento, onde bairros inteiros surgiram sem o mínimo de serviços básicos, como acesso á água potável, por exemplo, e onde a população quase que dobrou na última década, sendo obrigada a conviver com um problema sério de saúde pública.

Em São Miguel dos Milagres, a cidade mais famosa da Rota Ecológica, com praias que estão entre as mais belas do Brasil e pousadas de charme com as tarifas mais caras, o problema silencioso e agora bem visível, revela que somente 30% de uma população de quase 10 mil habitantes têm algum tipo de acesso a saneamento básico.

Segundo a secretária municipal de Turismo, Carol Lessa, em entrevista a Folha de São Paulo no ano passado, esse número de apenas 30% revela uma defasagem histórica de muitos anos sem nenhum tipo de investimento por parte das gestões municipais, uma vez que obras de infraestrutura dependem quase que exclusivamente de verbas federais. Outro fator que contribui para o baixo número de residências com acesso ao saneamento básico, é que o município não é atendido pela Companhia de Saneamento de Alagoas, tendo seu próprio sistema de distribuição de água através do Serviço de Água e Esgoto, que, no entanto não possui sistema de rede coletora.

Fonte: Tribuna Independente / Cláudio Bulgarelli

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