Interior

7 de julho de 2018 09:50

Ações ambientais chamam atenção de turistas em Paripueira

Trabalho ecológico desenvolvido por comunidade e receptivo ajuda a preservar piscinas naturais da região

↑ Piscinas naturais são consideradas maior atração turística da cidade, pela beleza e preservação marinha (Foto: Claudio Bulgarelli)

As ações ecológicas desenvolvidas por parte da comunidade, incluindo pescadores, jangadeiros e ambientalistas, com apoio de um restaurante receptivo, têm ajudado a preservar as piscinas naturais de Paripueira, a maior atração turística do município e tem chamado à atenção de turistas que visitam a cidade cotidianamente através da operadora CVC que saem de Maceió.

O que mais atrai o turista do day use é o bom estado de preservação das piscinas naturais, onde são feitos passeios em catamarãs com acompanhamento de biólogos e guias especializados. Durante a semana mais de 50 passeios são realizados e a segunda semana de julho, aproveitando a reta final das férias, é esperada um aumento de visitações ao recife da Pedra Podre.

O histórico de visitação ao recife da Pedra Podre, onde se localizam as piscinas naturais de Paripueira é bastante antigo, tendo registros de uso desde a emancipação do município nos anos 90. Em 1998 o receptivo Mar & Cia, depois de um arrendamento do antigo proprietário, criou os passeios e passou a usar nesses passeios o acompanhamento de um biólogo, tendo assim procedido desde a época, pois a orientação do visitante era uma preocupação constante, uma vez que a fiscalização se limitava a ações esporádicas do órgão ambiental estadual.

Tendo em vista que o patrimônio das piscinas naturais é um dos principais atrativos da cidade, a administração, buscando preservar a área, colocou poitas de ancoragem e trilhos para a amarração, firmando parcerias com o Instituto de Meio Ambiente (IMA), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Prefeitura de Paripueira e, mais tarde, com o Projeto Recifes Costeiros.

O receptivo ainda mantém parceria com a Ufal, de 1998 até a presente data, fornecendo apoio para aulas de campo dos estudantes do curso de Ciências Biológicas, nas matérias de Biologia Marinha e Oceanografia, além de fornecer embarcações e alimentação a professores e alunos da instituição que realizam trabalhos científicos e pesquisas, perfazendo um número próximo de 200 acadêmicos/ano.

Da parceria com o IMA resultou a demarcação dos corredores de navegação, em 1999. E de todas as ações que aconteceram entre os anos de 2000 e 2001, a equipe do receptivo foi agraciado pelo maior prêmio Ambiental do Estado, o prêmio Verde, concedido pelo Instituto do Meio Ambiente para pessoas ou empresas que se destacaram na preservação do meio ambiente. Tal prêmio foi em reconhecimento ao pioneirismo de prover ao visitante o acompanhamento de biólogos às piscinas naturais e ao estuário que fica próximo ao receptivo.

Em 2001 o Mar e Cia recebeu a visita técnica da equipe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), incluindo seu presidente à época, Henrique Iglésias, que orientou os administradores a criar um instituto para fomento da preservação das áreas recifais. Foi nesta data que se deu início a criação do IBVM, Instituto Brasileiro Vida Marinha, voltado à preservação dos recifes e mata atlântica. Atualmente a lista de mantenedores do IBVM inclui empresas, pousadas e pessoas físicas.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Claudio Bulgarelli – Sucursal Litoral Norte

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