Histórias das Copas

28 de junho de 2018 10:26

Museu dos Esportes expõe atrações na Copa

↑ Atletas amadores do Amazonas visitam exposição da Copa da Rússia, que vai até o dia 15 de julho

O Museu de Esportes Edvaldo Alves Santa Rosa (Dida), no Estádio Rei Pelé, está com uma exposição de objetos e relíquias dos times da seleção brasileira que foram campeões do mundo em todas as copas. A mostra vai até o final da Copa da Rússia, em julho. A visita ao museu em um verdadeiro passeio ao longo da história do futebol brasileiro, com camisas da amarelinha, algumas autografadas, como a de Romário, e dos alagoanos Zagallo e a atacante Marta Vieira; vídeos de gols e lances das copas; músicas e narrações dos jogos, captados pelos famosos Long Plays, os “bolachões”, como o disco da primeira Copa conquistada pelo Brasil, em 1958, que consagrou o refrão “A taça do mundo é nossa”, e muitas, muitas fotografias e livros.

“Fico feliz em ver a juventude interessada nas antigas seleções, do tempo do futebol-arte de Pelé, Garrincha, Dida, Tostão, e tantos outros. Por meio das fotos e dos vídeos, eles ficam muito curiosos, e é muito bom bater um papo e conversar com os grupos”.

Para se entender a grandeza do museu construído por Lauthenay, olha só o quilate dos tesouros do Museu Dida: A camisa número 10 de Pelé, que jogava pelo Santos, autografada pelo ídolo quando esteve em Maceió para a partida de inauguração do estádio que leva seu nome, em 25 de outubro de 1970.

Discos em vinil gravados antes da Copa do Mundo de 1950 com os hinos dos clubes do futebol carioca. A composição foi de Lamartine Babo e interpretada por vários cantores.

Capas de jornais e pôsteres do Brasil campeão da Copa do Mundo de 1950, que foram vendidos antes da final entre Brasil e Uruguai no Maracanã. Placa em bronze para comemorar a data em que o fabuloso Mané Garrincha vestiu a camisa do CSA, jogando no Rei Pelé. O primeiro livro escrito sobre futebol alagoano, em edição original – A Margem do Futebol, de Renato Sampaio, publicado nos anos 1940 – está no acervo do Museu. Camisa do goleiro alagoano Lula Monstrinho quando defendeu a seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970. Só não foi para o Mundial no México porque o treinador foi trocado.

Camisa da seleção argentina autografada por Maradona em 1986. Esta camisa foi enviada pelo polêmico craque argentino para o brasileiro Rivellino de quem é um grande admirador. Rivellino não ligou muito para o presente e seu filho, Márcio, enviou a bendita camisa para o Museu dos Esportes.

Faixa de campeão da Copa do Mundo na Suécia, em 1958, do alagoano Dida é outra raridade do Museu dos Esportes.

Entre as 39 bolas de jogos históricos, estão a da decisão do Campeonato Alagoano de 1968, no qual o CSA se consagrou tetra contra o CRB; e a do jogo da Sofia, quando o CRB aplicou a goleada por 6 a 0 sobre seu maior rival.

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