Histórias das Copas

27 de junho de 2018 10:59

Do carrasco Rossi ao “chocolate” alemão

Dos cinco títulos brasileiros de Campeão do Mundo, três foram conquistados pela geração de ouro do futebol brasileiro (1958, 1962, 1970), com Pelé, Garrincha, Zagallo, Didi, Nilton Santos, Tostão, Carlos Alberto, Jairzinho, o furacão do México. Depois do tri, foram precisos 24 anos sem levantar o caneco, até que, em 1994, o Brasil se tornou tetra com Romário, Bebeto, Taffarel, Branco, nos Estados Unidos, e, em 2002, conquistou o penta, na Copa do Japão, com Ronaldo Fenômeno, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, todos em grande fase. Mas antes de tentarmos o hexa, na Rússia, muita história de sangue, suor e lágrimas rolou na história.

Depois da primeira decepção, na Copa de 50, no Brasil, contada ao lado por Lauthenay Perdigão, o Brasil também chorou em momentos decisivos na história das Copas. Em 1982, na Espanha, quando o favoritíssimo Brasil deu adeus à competição na semifinal, perdendo de 3 x 2 para os que viriam a se consagrar campeões, a Azurra italiana. E o massacre alemão na segunda Copa no Brasil, em 2014, a ferida mais recente, depois do “chocolate” de 7 a 1, no Mineirão. Mais uma vez, o time que venceu o Brasil foi campeão.

Na primeira tentativa do tetra, após o tri no México (1970), o Brasil viu escapar da mão, na Espanha, na tragédia de Sarriá, quando o time de Telê, de futebol ofensivo, perdeu para a Itália, com o carrasco Rossi acabando com o sonho, marcando os três gols. Era um dream team, que tinha Sócrates, Zico, Falcão, considerado o melhor time da Copa, mas desclassificado na semifinal – a mais sentida derrota após o “Maracanazzo” de 1950.

Mas o futebol refinado de Telê esbarrou na sólida defesa italiana. Não adiantou ter Sócrates, Zico, Cerezo e Falcão, Éder – o canhão da Copa – e Luisinho e Oscar os melhores zagueiros do mundo.

Após a derrocada da Espanha, vieram mais três copas decepcionantes (1986, 1990, 1998), o tetra em 1994, nos EUA, e o penta em 2002. Mas, neste novo século, o Brasil perdeu sua força e seu gás, em 2006, na Alemanha, e 2010, na África do Sul, até que chegou a segunda Copa no Brasil, em 2014, e, mais uma vez a seleção parou na máquina da Alemanha, naquele fatídico 7 a 1, no Mineirão, em Belo Horizonte, a maior goleada sofrida pela seleção na história da Copa do Mundo.

Um sarrafo colossal de quem vem chegando perto do penta, a Alemanha, de Joachim Low, que deu aula de futebol, em uma das maiores exibições de uma seleção em Copas, um time que foi capaz de humilhar o maior vencedor do torneio em todos os tempos, em sua própria casa. O Brasil chorou mais uma vez, ainda mais sem seu maior craque, Neymar, machucado, e um time mais fraco, desorganizado e mal escalado.  Na Rússia é a chance de ouro de o Brasil voltar a brilhar e ostentar a sexta estrela no peito. Neymar novamente surge como a maior esperança, mas em um time bem armado por Tite, com os melhores do mundo e, mais uma vez, favorita ao título.

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