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O que Oscar Schmidt viu da vida? 10 lições que o Mão Santa compartilhou sobre o esporte, o amor e o tempo

Por g1 18/04/2026 11h10
O que Oscar Schmidt viu da vida? 10 lições que o Mão Santa compartilhou sobre o esporte, o amor e o tempo
Relembre trechos de entrevista ao Fantástico em que Oscar Schmidt fala sobre disciplina, superação e as lições que tirou da carreira e da doença. - Foto: Reprodução/Redes sociais

Em entrevista ao Fantástico, no quadro 'O Que Vi da Vida', em 2016, Oscar Schmidt refletiu sobre sua trajetória com a franqueza e o carisma que o tornaram ídolo dentro e fora das quadras. Schmidt, maior lenda do basquete brasileiro, morreu na sexta-feira (17).

A seguir, relembre algumas das frases marcantes do atleta na entrevista ao Fantástico.

Ao relembrar momentos de superação física, Oscar disse que o sofrimento e a exaustão são elementos intrínsecos à vida de quem busca a alta performance no esporte.

"Dor e cansaço fazem parte do uniforme do atleta."

Sobre seu famoso apelido "Mão Santa", ele enfatizou que o sucesso não vinha de um dom divino por si só, mas sim de uma dedicação incansável aos treinamentos.

"Quanto mais eu treino, mais minha mão é santa."

Ao relembrar o início da carreira, Oscar Schmidt falou sobre a mudança para o Palmeiras, aos 16 anos, e disse que sua evolução dependia exclusivamente da repetição e da dedicação nos treinos.

"Só faltava eu acertar mais do que eu errava. Isso você consegue treinando."

Para chegar à Seleção Brasileira de Basquete, Schmidt contou que recebeu conselhos ao longo da formação. Um deles, de um técnico em Brasília, era que ele deveria “dormir com a bola” — expressão que ele interpretou como a necessidade de dedicação total para alcançar seus objetivos.

"Então você precisa dormir com a bola."

Ainda na toada do aprimoramento e foco no processo de melhora, Oscar contou que chegou a treinar com a mão direita quebrada na Europa. Porém, em vez de parar, ele usou a dificuldade para desenvolver uma nova habilidade: a mão esquerda.

"Fiquei bom de esquerda, de tanto que eu arremessei de esquerda."

A lenda do esporte também conta sobre o papel fundamental das pessoas à sua volta, em especial, sua esposa, Cris. Schmidt conta que ela o ajudava nos treinos solitários, passando a bola para ele.

"Minha esposa do meu lado sempre, em qualquer ocasião."

Após se aposentar do basquete, o ex-atleta lutou durante 11 anos contra um câncer no cérebro.

"O câncer me ensinou a aproveitar a vida."

Após passar por cirurgias e tratamentos de quimioterapia e radioterapia, Oscar deixou um alerta sobre a importância de não desperdiçar o tempo e viver plenamente cada momento.

"Não brinque com a vida. Viva ela intensamente naquilo que você puder."

A partir da doença, Schmidt passou a pregar a aceitação e o aproveitamento máximo das circunstâncias da vida, independentemente da quantidade de tempo ou recursos que se tenha disponível.

"Se você tem 10, viva 10. Se você tem 20, viva 20. Se você tiver muito, viva muito."

Com uma visão pragmática sobre a mortalidade, ele reforça o valor da vida única que temos, incentivando as pessoas a não deixarem para depois o que podem viver hoje.

"Porque ela é uma só. E quando acaba, acabou."