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Clássico entre CSE e ASA termina em confusão no Juca Sampaio

Vitória do ASA por 2 a 1 foi ofuscada por tumulto após o jogo e troca de acusações entre os técnicos

Por Tribuna Hoje 26/01/2026 09h59
Clássico entre CSE e ASA termina em confusão no Juca Sampaio
Leandro Campos afirmou que o desentendimento teve início por falta de respeito profissional - Foto: Reprodução


O duelo entre CSE e ASA, realizado no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, no domingo (25), terminou com triunfo do ASA por 2 a 1. No entanto, o resultado ficou em segundo plano diante da confusão generalizada que tomou conta do pós-jogo, envolvendo atletas, integrantes das comissões técnicas e a intervenção da Polícia Militar, que utilizou spray de pimenta para conter os ânimos.

Logo após o apito final, o clima esquentou na entrada dos vestiários. Empurrões e discussões marcaram o momento, exigindo a ação da PM para evitar que a situação se agravasse. O ponto mais crítico ocorreu ainda no gramado, quando os técnicos Leandro Campos, do CSE, e Dico Woolley, do ASA, protagonizaram um bate-boca intenso, precisando ser separados pela segurança.

Leandro Campos afirmou que o desentendimento teve início por falta de respeito profissional. Segundo ele, não foi possível cumprimentar o treinador adversário antes da partida devido ao protocolo de início do jogo, mas esperava ao menos um gesto cordial ao final do confronto. Ao cobrar essa postura, disse ter sido alvo de ofensas verbais.

Visivelmente abalado, o treinador do CSE relatou que reagiu após ouvir palavras consideradas ofensivas, incluindo um ataque pessoal envolvendo sua mãe, que enfrenta problemas de saúde. Ele ressaltou que, em quase quatro décadas de carreira no futebol, nunca havia se envolvido em uma situação semelhante e defendeu que rivalidades devem se limitar ao campo de jogo.

Já Dico Woolley apresentou uma versão diferente dos fatos. O técnico do ASA afirmou que, tradicionalmente, cabe ao treinador da equipe mandante cumprimentar o visitante antes da partida, o que, segundo ele, não ocorreu. No fim do jogo, disse que se dirigia à arbitragem e aos seus jogadores quando foi abordado de forma ríspida pelo colega.

De acordo com Dico, a conversa rapidamente se transformou em troca de acusações, reconhecendo que o episódio fugiu do controle. O treinador pediu desculpas aos torcedores e destacou que profissionais da área precisam servir de exemplo, ressaltando ainda que, apesar da tensão, a confusão não teve consequências mais graves.

Já Dico Woolley apresentou uma versão diferente dos fatos. O técnico do ASA afirmou que, tradicionalmente, cabe ao treinador da equipe mandante cumprimentar o visitante antes da partida, o que, segundo ele, não ocorreu (Foto: Reprodução)