Esportes
'Quem não viu Pelé jogar não sabe o que perdeu', diz Márcio Canuto
Alagoano, maceioense da gema, iniciou a carreira aos 16 anos e já era jornalista profissional ao frequentar as grandes redações de jornais na época do Rei
O jornalista Marcio Canuto, 75 anos, chegou à profissão por causa do futebol e mantém sempre o "dedo na tomada", mesmo aposentado. O alagoano, maceioense da gema, iniciou a carreira aos 16 anos e já era jornalista profissional ao frequentar as grandes redações de jornais da época naqueles anos 60.
Logo no início da conversa a respeito do que viu de Pelé por essas plagas, o elétrico jornalista apelidado por seus conterrâneos alagoanos como “o repórter mais vezes campeão”, arremata: “Quem não viu Pelé jogar não sabe o que perdeu!”. “Se hoje a gente se empolga merecidamente com Messi, Maradona, Cristiano Ronaldo, e por aí fora, digo sem medo de errar: Pelé foi superior a todos eles, imbatível”, assevera o jornalista.
“Eu vi Pelé jogar muitas vezes e foi marcante. Eu garoto aos 19 ou 20 anos, fui entrevistá-lo no Parque Hotel, um antigo hotel que nem existe mais e que ficava perto da Assembleia Legislativa. E Pelé parou para me dar uma entrevista exclusiva. Você imagina o maior jogador do mundo falando em uma entrevista a um garoto começando? Foi uma entrevista de uma hora e tanto, e foi espetacular”.
“No jogo contra o CRB, em 1965, o estádio da Pajuçara estava absolutamente lotado, com cadeira dentro do campo de ponta a ponta. E o CRB com um time muito bom para o momento do futebol alagoano. E veio o primeiro tempo zero a zero. Já era uma consagração para o CRB e a torcida do Galo”, conta Canuto.
“Mas no segundo tempo, deram uma porrada em um jogador do Santos e o CRB e a torcida empolgados com o zero a zero consagrador. Afinal, o Santos era um dos melhores times do mundo naquele tempo. Mas olha, aí o Santos se invocou e resolveu jogar bola. Meteu, rapidamente, seis a zero. Pelé fez dois gols. Foi uma exibição primorosa no segundo tempo e quem foi não esqueceu jamais aquela atuação do Santos na Pajuçara”, relembra Canuto.
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