Esportes
Corinthians desiste de prorrogar prazo de pagamento da Arena à Caixa
Modelo do novo contrato de financiamento mudou e negociações continuam
O Corinthians ainda negocia um novo contrato de financiamento da Arena com a Caixa Econômica Federal. Contudo, prorrogar o prazo de pagamento (fim de 2028) não é mais uma das possibilidades discutidas.
Alongando o tempo de pagamento, o estádio ficaria mais caro. O valor da obra é de R$ 985 milhões, mas deve ultrapassar R$ 1,3 bilhão por conta de juros e outros encargos. A ideia agora é manter a duração do financiamento, mas mudar o valor das parcelas e taxas.
– Queríamos alongar no começo da negociação, mas isso mudou para outra característica de negociação. Fazer qualquer tipo de alongamento vai custar mais caro, então estamos discutindo o financiamento dentro do mesmo prazo. Vou ter de pagar mais por isso? Não, estamos negociando. Eu posso começar a pagar um valor aqui e ir aumentando gradativamente – afirmou Emerson Piovesan, diretor financeiro do Corinthians.
Esta tratativa entre Caixa e Corinthians pela Arena começou no ano passado. Desde novembro o clube foi autorizado a interromper o pagamento das parcelas do financiamento, arcando apenas com os valores de juros. Nesta quarta-feira, o GloboEsporte.com publica reportagem detalhando essa negociação.
Para fechar o novo contrato, o banco estatal fez uma série de exigências, dentre elas o uso de receitas do programa Fiel Torcedor como garantias financeiras. Tal condição foi submetida a aprovação do Conselho de Orientação do Corinthians (CORI), que na noite de segunda-feira rejeitou o pedido.
Em documento apresentado aos membros do CORI, a Caixa pedia "cessão da totalidade das receitas presentes e futuras provenientes do programa Fiel Torcedor, até atingir um montante igual a R$ 50 milhões, podendo ser liberada a partir de março de 2019 caso tenham sido pagos 12 meses consecutivos de prestação mensal não customizada e sem atrasos."
Os cartolas do Timão entenderam que essa exigência comprometeria ainda mais o orçamento do clube, que já não pode contar com a arrecadação de bilheteria de seus jogos, pois a receita é integralmente destinada ao pagamento da Arena.
Agora, Caixa e Corinthians terão de encontrar outras garantias para o contrato:
– A negociação continua. Os recursos do Fiel Torcedor eram para garantia e não pagamento do financiamento – comentou Piovesan.
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