Esporte

7 de abril de 2020 08:17

Estádio Rei Pelé poderá virar hospital de campanha

O Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso também deve ser adaptado para atendimento a doentes pelo coronavírus

↑ Possibilidade de o Trapichão se transformar em hospital de campanha existe (Foto: Márcio Ferreira / Agência Alagoas)

Devido à pandemia do coronavírus, o Ministério da Economia vai ceder imóveis da União para a construção de hospitais de campanha, em mais uma medida de enfrentamento ao novo coronavírus. São mais de 80 imóveis em todo o país e dois de Alagoas, já listados para serem usados para o tratamento de pacientes com a Covid-19.

Entre os possíveis locais para serem transformados em hospitais de campanha, além do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, que já está em fase de preparação, a lista do Ministério também aponta o Estádio Rei Pelé, como área que pode vir a ser ocupada para o tratamento de pessoas com coronavírus.

A lista foi um pedido do Palácio do Planalto à SPU (secretaria de coordenação do patrimônio da União) do Ministério da Economia. Caberá aos Ministérios da Defesa e da Saúde analisarem onde poderão ser instalados hospitais de emergência e conforme a necessidade da população.

O levantamento priorizou capitais estaduais e centros urbanos com maior densidade populacional.

Em São Paulo, foram identificados ao menos 20 locais que podem ser usados para esta medida. É o estado com maior número de imóveis – e o maior número de casos de coronavírus.

Uma das localidades disponíveis na capital do estado é uma área da extinta rede ferroviária, que abrigava o Pátio do Pari, ocupado pela antiga Feira da Madruga. Outra opção é o Pátio do Pirituba, na zona norte de São Paulo.

Todos estados têm imóveis a serem cedidos: Rio de Janeiro (5), Minas Gerais (2), Espírito Santo (1), Distrito Federal (2), Goiás (2), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (1), Alagoas (2), Bahia (2), Ceará (1), Maranhão (4), Paraíba (1), Pernambuco (3), Piauí (5), Rio Grande do Norte (3), Sergipe (4), Acre (1), Amapá (1), Amazonas (2), Pará (2), Rondônia (4), Roraima (1), Tocantins (1), Paraná (2), Rio Grande do Sul (4), Santa Catarina (2).

No Rio de Janeiro, o governo pretende usar o edifício A Noite, localizado na praça Mauá e que está desocupado e com elevadores funcionando. A região é próxima de hospitais.

Em Alagoas, Rondônia e Paraná, foram identificados estádios de futebol que podem receber a estrutura de um hospital de campanha.

Alguns imóveis entrariam em processo de licitação ou já estavam com contrato de cessão assinados. O governo conseguiu adiar esses contratos para que a área seja usada no combate à pandemia.

Fonte: Tribuna Independente

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