Esporte

7 de abril de 2020 14:12

Diego Maurício, o ‘Drogbinha’, diz que apelido o ajudou no início da carreira

Ser comparado a uma estrela consagrada do futebol logo no início da carreira pode gerar uma grande pressão

↑ Diego Maurício (Foto: Augusto Oliveira / Ascom CSA)

Para muitos jovens jogadores, ser comparado a uma estrela consagrada do futebol logo no início da carreira pode gerar uma grande pressão. Contudo, o atacante Diego Maurício, chamado de “Drogbinha” devido à semelhança física com o marfinense Didier Drogba, pensa diferente. Em entrevista à Gazeta Esportiva, o jogador atualmente no CSA afirmou que o apelido o ajudou no começo de sua trajetória pelo Flamengo, clube onde foi revelado.

“Acho que naquele momento foi bom pra mim porque, quando me compararam com ele, fizeram com que as pessoas que não me conheciam quisessem me ver dentro de campo, como eu jogava. Ao meu modo de ver, não atrapalhou, só ajudou. Até porque ser comparado com o Drogba foi uma honra e até nos dias hoje falam a mesma coisa”, declarou o jogador de 28 anos.

Diego Maurício ficou duas temporadas na equipe profissional do Flamengo. Com a camisa rubro-negra, viveu altos e baixos, alternando entre a titularidade e a reserva. Em 2012, quando tinha 21 anos de idade, ele foi vendido para o Alania Vladikavkaz, da Rússia, por 2,8 milhões de euros (R$ 7 milhões, na época).

O atacante falou sobre a dificuldade de se mudar tão jovem para o exterior. “Foi muito difícil para mim. Saí muito jovem, nunca tinha morado em outro país antes, apenas viajado com Flamengo para países sul-americanos e com as seleções de base, mas tudo por pouco tempo. Realmente senti uma diferença muito grande, ainda mais saindo do Brasil e indo para a Rússia, um país totalmente diferente do nosso”, explicou.

Depois do futebol russo, o “Drogbinha” voltou ao Brasil, emprestado ao Sport, antes de rumar para o Vitória de Setúbal, de Portugal. Então, em janeiro de 2015, ele acertou com o Bragantino. Após atuar pelo Massa Bruta, o jogador passou um longo período fora do país, com passagens pela Arábia Saudita, China e Coreia do Sul, retornando ao território brasileiro apenas neste ano, para defender o CSA.

Diego Maurício contou sobre sua experiência fora de casa e revelou que se sentiu melhor durante os anos em que jogou no país sul-coreano.

“Todos os países me dei super bem, mas o país em que eu e minha família fomos mais felizes foi a Coreia do Sul, onde ficamos por três anos. Fiz muitos gols, os torcedores dos clubes onde passei pedem minha volta até hoje. Minha filha nasceu lá, gostamos muito de lá”, completou o camisa 9 do Azulão do Mutange, que na temporada tem sete partidas disputadas e nenhum gol marcado.

Fonte: Gazeta Esportiva / Texto: Victor Boni e Gabriel Ambrós

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