Esporte

4 de novembro de 2019 18:15

Biografia do jornalista Lauthenay Perdigão é atração na Bienal Internacional do Livro

Com patrocínio do Governo do Estado, Dom Lauthenay, um Quixote do Esporte Nacional, será lançado na quinta (7), no Arquivo Público

↑ A obra narra a trajetória de Lauthenay e traz fatos marcantes de sua relação com a história do esporte nacional (Foto: Divulgação)

A biografia do mais importante jornalista esportivo alagoano e curador do Museu dos Esportes Dida, Lauthenay Perdigão, será lançada na quinta-feira (7), ás 19h, no Arquivo Público, durante a 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, em Jaraguá. A publicação de Dom Lauthenay, um Quixote do Esporte Nacional – vida, obra e luta do guardião da memória esportiva alagoana e brasileira, escrita pelos jornalistas Mário Lima e Wellington Santos, é uma iniciativa do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom).

Lançada com o apoio da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, a obra narra a trajetória de Lauthenay e trás fatos marcantes de sua relação com a história do esporte nacional. Para o governador Renan Filho, Alagoas estava devendo a si própria e a todos esta biografia: “nas últimas cinco décadas, Lauthenay contou a vida e exaltou a arte de ídolos e anônimos no futebol e nos esportes em geral. Com perseverança e paciência de um devotado, garimpou a memória esportiva de Alagoas e do Brasil”.

As 480 páginas reúnem depoimentos com amigos e familiares entremeados com imagens históricas e relatos das dificuldades enfrentadas para manter o rico acervo reunido no Museu dos Esportes que leva seu nome. Um dos fatos curiosos é a venda da peça mais importante do museu: a camisa 10 do rei Pelé, usada pelo atleta no jogo gol antológico, considerado o mais bonito de todas as Copas do Mundo, em 1958. Lauthenay ganhou a camisa do amigo Dida, que recebera o valioso presente do próprio Pelé.

O histórico de pioneirismo do comunicador é exaltado pelo Secretário de Comunicação do Estado, Enio Lins. “Esta é uma história sobre pioneirismo. Lauthenay não é inovador apenas na crônica sobre a história do esporte em Alagoas. Comunicador e jornalista, deu um exemplo de cidadania e abnegação ao organizar praticamente sozinho, o primeiro e único museu do esporte em nosso estado”.

Prefaciada pelo historiador e antropólogo Luiz Sávio de Almeida e com apresentação do jornalista esportivo Jorge Souto de Moraes, a narrativa também revela diferentes facetas do biografado, uma delas é o trabalho social de Lauthenay junto aos garotos da periferia de Maceió. Com o objetivo de afastá-los das drogas, o jornalista promoveu, durante décadas, projetos esportivos e campeonatos de futebol voltados para mudança da realidade por meio do esporte.

Autor da coluna esportiva Arquivos Implacáveis, considerada a mais longeva sobre futebol, na imprensa alagoana, Lauthenay é retratado como formador dos maiores craques da imprensa, responsável pelo lançamento de talentos nos principais programas da crônica esportiva local e que ainda hoje brilham no rádio alagoano. “Para retratar a luta de Lauthenay pela defesa da memória do esporte local e nacional, tentamos chamar atenção dos leitores logo no título do livro, ao relacionar a saga do mestre Lau com aquela considerada uma das maiores obras da literatura moderna e o segundo livro mais lido da História, o clássico Dom Quixote de La Mancha, do escritor espanhol Miguel de Cervantes”, destaca o jornalista Wellington Santos.

Na avaliação do do jornalista e escritor Mário Lima, escrever sobre “ o mestre Lau, nosso Dom Lauthenay Perdigão, é contar uma história de lutas e glórias reais, paixão pela bola desde a juventude; começar como jogador de peladas, ser campeão juvenil pelo seu clube do coração, o CSA. Depois se transformar em jornalista esportivo, ser o maior pesquisador do futebol alagoano, escrever cinco livros, fundar um dos maiores museus da história do futebol de Alagoas e do Brasil, o Museu dos Esportes Dida – um herói nacional esquecido por ser reserva de Pelé, mas legítimo campeão mundial no primeiro título do Brasil, na Suécia, em 1958″.

Fonte: Agência Alagoas

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