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Atlético-PR vence Fluminense no Maracanã e vai à final da Sul-Americana

Atlético-PR aguarda duelo colombiano entre Junior Barranquilla e Santa Fe para descobrir quem será seu adversário na grande final

Por Gazeta Esportiva 29/11/2018 00h19
Atlético-PR vence Fluminense no Maracanã e vai à final da Sul-Americana
Reprodução - Foto: Assessoria
O Atlético-PR está de volta a uma final continental após 12 anos. Depois de se sagrar vice-campeão da Libertadores em 2005, contra o São Paulo, o Furacão garantiu a vaga na decisão da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira ao vencer novamente o Fluminense, desta vez em pleno Maracanã, por 2 a 0. Os gols da equipe comandada pelo técnico Tiago Nunes foram marcados por Nikão, logo aos quatro minutos do primeiro tempo, e Bruno Guimarães, aos nove da etapa compelementar. O Atlético-PR já havia vencido a partida de ida, na Arena da Baixada, pelo mesmo placar do confronto desta quarta-feira. Na ocasião, o Furacão conseguiu o triunfo graças aos gols de Renan Lody e Roni. Agora, o Atlético-PR aguarda o duelo colombiano entre Junior Barranquilla e Santa Fe para descobrir quem será seu adversário na grande final da Sul-Americana. No jogo de ida, melhor para o Barranquilla, que, mesmo jogando fora de casa, dominou os adversários e venceu por 2 a 0. Jogo – Logo aos quatro minutos de jogo o Atlético abriu o placar frustrando a torcida do Fluminense. Marcelo Cirino cruzou, a zaga do Tricolor falhou sem conseguir cortar e Nikão escorou para o fundo da rede. Os torcedores anfitriões, que ainda entravam no estádio, ficaram calados e o que se ouvia era o coro da torcida visitante. O Fluminense demorou muito tempo para se reerguer e só conseguiu assustar aos 17 minutos, quando Luciano recebeu na área e chutou sobre o gol. O próprio atacante, três minutos depois, isolou a bola estando dentro da grande área. Foi a senha para as primeiras vaias serem ouvidas no Maracanã com os pedidos de “Everaldo”. Entendendo o momento do jogo, o Atlético passou a congestionar o meio-de-campo e forçar os erros do Fluminense, mas não aproveitava a situação para criar contra-ataques. Enquanto isso os tricolores, nervosos em campo, tentavam “cavar” faltas e pênaltis, mas não iludiam o árbitro chileno Julio Bascuñan. O técnico Marcelo Oliveira então resolveu abrir mão do esquema com três zagueiros aos 27 minutos e tirou Paulo Ricardo. Porém, não colocou Everaldo em campo e sim o lateral-direito Léo, o que provocou mais vaias. Jadson, que havia começado a partida na ala, voltou a ser volante. Aos 30 minutos o Atlético-PR desperdiçou uma boa chance de ampliar. Renan Lordi fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Marcelo Cirino, de primeira, chutar sobre o gol. Nos minutos finais o que se viu foi uma troca de passes do FGuracão diante de um apático Tricolor, que foi para o intervalo sob vaias. Na volta para o segundo tempo o Atlético voltou recuado e o Fluminense encontrando as mesmas dificuldades de penetração. Porém, mesmo assim, assustou aos seis minutos, quando Luciano foi lançado entre os zagueiros e deslocou o goleiro, mas Thiago Heleno evitou o gol. O que poderia piorar a situação do Fluminense, o segundo gol do Furacão, aconteceu aos nove minutos em um contra-ataque mortal. Nikão avançou com a bola dominada e acionou Marcelo Cirino que, na área, cruzou para Bruno Guimarães, como elemento-surpresa, escorar para o fundo da rede. A partir daí o que se viu foram focos de tumulto na arquibancada e vaias. Em campo Fluminense buscava o gol de forma desorganizada, como em chutes de fora da área de Richard, controlados por Santos sme grande dificuldade. Além disso, o time carioca ainda sofria alguns sustos, como em chute de Nikão aos 28 minutos, que fez a bola bater na rede, mas pelo lado de fora. Nos minutos finais o presidente do Fluminense, Pedro Abad, teve que deixar um dos camarotes por estar sendo hostilizado por torcedores. Melhor para ele, que não viu o Furacão tocar a bola sem ser incomodado e administrar a vantagem até o apito final. Agora o Fluminense tenta a sua permanência na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro no domingo, quando recebe o América-MG às 17h(de Brasília), também no Maracanã, pela última rodada. Um empate basta ao Tricolor. Um dia antes, neste mesmo palco, só que às 19h(de Brasília), o Atlético-PR visita o Flamengo ainda sonhando com uma vaga na Copa Libertadores. Para isso o Furacão, que soma 54 pontos, precisa ganhar e torcer por um tropeço do Atlético-MG, que tem dois pontos a mais que recebe o Botafogo na Arena Independência, em Belo Horizonte (MG). O Galo fecha o G-6, a zona de classificação para o torneio continental.