Esporte

11 de outubro de 2018 17:11

Chelsea quer levar torcedores antissemitas para visitar campo de concentração

Blues querem implementar uma medida educativa, mandando torcedores do clube que fizerem ofensas antissemitas dentro do estádio para Auschwitz

↑ Chelsea vai adotar medida educativa contra antissemitismo (Foto: Tolga AKMEN / AFP)

O Chelsea está empenhado em lutar contra o preconceito, sobretudo o antissemitismo, e pretender apostar em uma maneira diferente de combatê-lo. Liderado pelo dono do clube, Roman Abramovich – que é judeu – , os Blues querem implementar uma medida educativa, mandando torcedores do clube que fizerem ofensas antissemitas dentro do estádio para Auschwitz, principal campo de concentração usado no Holocausto.

A ideia é dar duas opções para os torcedores: ir até a Polônia, conhecer a história dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial sob o regime nazista e realizar um curso de conscientização; ou ser banido do estádio.

“No passado, o procedimento seria retirar o torcedor e bani-lo dos jogos por aproximadamente três anos. Se apenas banir as pessoas, você nunca vai conseguir mudar o comportamento delas. Essa política dá a eles a chance de entender o que fizeram, de fazê-los quererem mudar de comportamento”, explicou o presidente do clube, Bruce Bruck, ao jornal britânico The Sun.

O Chelsea tem uma rivalidade histórica com o Tottenham, clube à comunidade judaica na Inglaterra. Uma parcela da torcida costuma chamar os rivais pelo termo “Yids” (em inglês), uma gíria, usada muitas vezes de maneira pejorativa para se referir aos judeus. No ano passado, inclusive, torcedores entoaram cânticos antissemitas no duelo contra os Spurs.

Fonte: Gazeta Esportiva

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