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Cantora Simone Mendes é processada em R$ 1,3 milhão por guitarrista da banda Tihuana

Cantora contesta responsabilidade por desabamento em Barueri e tenta reverter decisão que determinou reparos no imóvel vizinho

Por Uai 03/09/2026 15h47 - Atualizado em 03/09/2026 15h56
Cantora Simone Mendes é processada em R$ 1,3 milhão por guitarrista da banda Tihuana
Simone Mendes recorre ao STJ em processo de R$ 1,3 milhão - Foto: Reprodução

Simone Mendes segue recorrendo na Justiça em uma disputa que envolve o desabamento de estruturas em um imóvel de Barueri, na Grande São Paulo. Segundo informações do colunista Daniel Nascimento, do O DIA, a cantora é alvo de uma ação de R$ 1,3 milhão movida pela Black Diamond Holding, empresa representada pelo guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana.

Em agosto, os advogados da irmã de Simaria apresentaram um Recurso Especial com o objetivo de levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida busca modificar decisões anteriores que determinaram a realização de reparos na propriedade atingida pelo episódio.

O recurso, porém, ainda precisa passar pelas etapas de admissibilidade antes de chegar efetivamente à análise do STJ. Enquanto isso, o processo segue em andamento.

Entenda a disputa envolvendo Simone Mendes

O caso começou após um episódio registrado em 6 de novembro de 2024, durante um período de fortes chuvas na região de Barueri. Segundo a versão apresentada por Léo Stuart no processo, água, lama e destroços teriam avançado para seu terreno depois do colapso de estruturas localizadas na propriedade vizinha.

A empresa representada pelo músico pede indenização pelos danos materiais provocados pelo episódio e também R$ 1 milhão por danos morais.

Simone, por sua vez, contesta a responsabilidade atribuída à obra realizada em seu imóvel. A defesa sustenta que as condições climáticas excepcionais tiveram papel determinante no ocorrido e classifica as fortes chuvas como caso fortuito.

Laudos chegaram a conclusões diferentes

Um dos pontos centrais da disputa está nas análises técnicas apresentadas ao longo do processo. Simone apresentou um laudo particular elaborado pela engenheira Lícia Mahtuk Freitas. O documento apontou problemas relacionados ao muro existente na propriedade de Léo e não identificou falhas de projeto ou execução na obra da cantora.

Posteriormente, entretanto, uma perícia determinada pela Justiça apresentou outra conclusão. O engenheiro Walmir Pereira Modotti apontou que o muro do imóvel de Simone não contava com sistema de drenagem ou estrutura considerada adequada para suportar determinados esforços horizontais.

De acordo com a perícia judicial, o solo saturado pela água das chuvas teria aumentado a pressão sobre a estrutura. O muro teria funcionado como uma espécie de “barragem”, contribuindo para o impacto sobre a estrutura vizinha e seu posterior colapso.

O laudo foi produzido em uma ação de produção antecipada de provas apresentada pela própria Simone e posteriormente passou a integrar os argumentos utilizados por Léo na disputa.

Justiça manteve obrigação de realizar reparos

Antes do novo recurso apresentado pela cantora, a Justiça já havia determinado a paralisação da obra e estabelecido medidas para recuperar a área atingida. Entre as determinações estavam a reconstrução dos muros e a restauração das partes danificadas do imóvel de Léo.

O prazo fixado foi de 30 dias úteis, com previsão de multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 200 mil.

A defesa de Simone recorreu e alegou, entre outros pontos, que não existiria situação de risco atual que justificasse a medida de urgência. Os advogados também argumentaram que alguns reparos dependeriam previamente de projetos e especificações técnicas.

Em abril de 2026, a 36ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou por unanimidade o recurso e manteve a decisão. Na sequência, os embargos de declaração apresentados pela defesa também foram negados.

Processo ainda não chegou ao fim

Apesar dos reveses obtidos por Simone nesta etapa do processo, a disputa está longe de ter uma conclusão definitiva. O pedido de R$ 1 milhão por danos morais ainda não foi julgado em caráter final.

Enquanto Léo Stuart sustenta que problemas relacionados à propriedade da cantora contribuíram para os prejuízos, Simone continua contestando a responsabilidade e apresenta argumentos técnicos e jurídicos em sua defesa.

Agora, com o Recurso Especial apresentado em agosto, a sertaneja tenta levar a discussão para uma nova instância da Justiça e modificar o entendimento adotado até o momento.