Entretenimento
Jennifer Finch, baixista do L7, é diagnosticada com câncer agressivo no cérebro
Artista passou por várias cirurgias e precisa de cuidados intensivos, reabilitação e apoio domiciliar
Jennifer Finch, baixista do L7, foi diagnosticada com uma forma agressiva de câncer cerebral. A banda e a equipe da musicista divulgaram a informação nesta terça-feira (14/7), após uma sequência de cirurgias e complicações que passaram a exigir cuidados médicos intensivos.
O que informou o L7?
Em comunicado publicado nas redes sociais, o grupo anunciou uma campanha de arrecadação para ajudar no tratamento e na recuperação da artista.
“Nossa amada companheira de banda, irmã e amiga Jennifer Finch foi diagnosticada com uma forma agressiva de câncer cerebral. Após múltiplas cirurgias e complicações graves, Jennifer agora requer cuidados médicos extensivos, reabilitação e suporte profissional em casa”, dizia o início da mensagem.
Campanha para custear tratamento
Familiares, amigos e integrantes do L7 criaram uma página no GoFundMe para cobrir despesas urgentes e garantir que Jennifer permaneça em casa com assistência adequada, enquanto a banda segue com uma turnê de despedida em sua homenagem.
“A turnê ‘The Last Hurrah’ foi planejada junto com a Jennifer quando todas nós quatro estávamos com boa saúde e ânimo. Embora ela não possa se juntar a nós para as próximas datas nos EUA, Jennifer nos pediu para continuar com a turnê conforme o planejado. Honraremos seu pedido, fazendo de seu cuidado e bem-estar nossa prioridade imediata”, afirmou o grupo.
A banda também pediu que os fãs contribuam ou divulguem a campanha. “Por favor, doe se puder — e, tão importante quanto, compartilhe a campanha o máximo possível. Cada contribuição, compartilhamento e mensagem de apoio importa. Jennifer é parte da nossa família. Nós a amamos e queremos que ela sinta toda a força da comunidade que a amou e apoiou por tantos anos”, completou.
Complicações após o diagnóstico
No perfil pessoal de Jennifer, familiares e pessoas próximas também publicaram uma atualização sobre seu estado de saúde e destacaram sua trajetória como instrumentista, escritora, fotógrafa e referência na cena punk.
Segundo o texto, havia inicialmente a expectativa de que o tratamento permitisse uma recuperação gradual, mas novas complicações exigiram outras intervenções médicas.
“Após o diagnóstico, havia a esperança de que o tratamento lhe proporcionasse um caminho de volta a alguma versão de vida normal. Em vez disso, complicações levaram a múltiplas cirurgias e a uma série implacável de contratempos. Jennifer agora vive com limitações físicas significativas e requer um nível de cuidado que o amor, a amizade e a pura determinação não conseguem oferecer com segurança em tempo integral. Por isso, estamos convocando a comunidade.”
Que despesas serão cobertas?
A arrecadação pretende financiar enfermagem domiciliar, fisioterapia, fonoaudiologia, equipamentos médicos e outros recursos necessários para assegurar conforto e qualidade de vida.
“Jennifer passou a vida fazendo barulho. Criando arte. Fazendo história. Desafiando expectativas. Derrubando portas. Estendendo a mão para as pessoas. Importando-se de verdade, mesmo quando teria sido mais fácil não o fazer. Agora é a nossa vez de estender a mão para ela. Se você puder doar, por favor, visite o link na biografia de Jennifer. Se não puder, compartilhe amplamente. Envie para as pessoas que dançaram ao som de sua música, aprenderam com seu trabalho, estiveram ao seu lado, debateram com ela, riram com ela, a amaram ou foram transformadas por algo que ela criou.”
História do L7
O L7 surgiu em Los Angeles em 1985, formado por Donita Sparks e Suzi Gardner. Jennifer Finch entrou no ano seguinte, após tocar no Sugar Babydoll ao lado de Courtney Love (Hole) e Kat Bjelland (Babes in Toyland). Com Demetra Plakas na bateria, o grupo consolidou a formação mais conhecida de sua trajetória.
A banda aproximou punk, metal e rock alternativo antes da explosão comercial do grunge. O 2º álbum, “Smell the Magic”, saiu pela Sub Pop em 1990, gravadora ligada ao início das carreiras de Nirvana, Mudhoney e Soundgarden. A projeção internacional veio com “Bricks Are Heavy”, de 1992, produzido por Butch Vig (produtor de “Nevermind”, que estourou o Nirvana) e impulsionado pelo hit “Pretend We’re Dead”.
Além da música, as integrantes criaram em 1991 a organização Rock for Choice, que promoveu shows em defesa dos direitos reprodutivos das mulheres. Pearl Jam, Hole, Joan Jett e Red Hot Chili Peppers estiveram entre os artistas que participaram das iniciativas do projeto.
Shows históricos no Brasil
A estreia do L7 no Brasil ocorreu no Hollywood Rock de 1993, durante o auge do grunge. A banda se apresentou antes do Nirvana em 16 de janeiro, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e repetiu a dobradinha em 23 de janeiro, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. A programação daquela edição histórica ainda reuniu Alice in Chains e Red Hot Chili Peppers.
Os shows apresentaram ao público brasileiro a formação clássica com Donita Sparks, Suzi Gardner, Jennifer Finch e Demetra Plakas pouco depois do lançamento de “Bricks Are Heavy”. A passagem ocorreu quando o L7 já era reconhecido como um dos grupos que ajudaram a levar a linguagem do punk feminino de Los Angeles ao circuito internacional do grunge.
Desde então, a banda voltou várias vezes ao Brasil. A turnê mais recente aconteceu no ano passado em uma dobradinha com o Garbage, banda de Butch Vig, o produtor de “Bricks Are Heavy”.
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