Entretenimento
Ex-funcionária processa ator Juliano Cazarré por jornada de 14 horas e assédio moral
Ex-funcionária afirma rotina exaustiva, pagamento parcial 'por fora' e episódios de assédio moral durante período em que trabalhou na residência do ator
De acordo com a coluna Daniel Nascimento, o ator Juliano Cazarré passou a ser alvo de uma ação trabalhista protocolada por uma ex-funcionária que atuava como babá e empregada doméstica em sua residência, no Rio de Janeiro. O processo, que pede indenização superior a R$ 225 mil, reúne acusações que vão desde jornadas consideradas exaustivas até suposto pagamento parcial de salário "por fora" e episódios de assédio moral.
Protocolada no dia 15 de junho de 2026, a ação detalha que a profissional trabalhava na casa do artista, na Zona Sudoeste do Rio, cuidando dos seis filhos do ator contratado da Globo. O valor solicitado na Justiça chega a R$ 225.686,20, segundo os autos.
De acordo com o relato apresentado pela ex-funcionária, a rotina incluía jornadas que poderiam chegar a 14 horas diárias. Ela afirma que trabalhava de segunda a quinta-feira, começando às 8h e encerrando por volta das 20h, com permanência na residência e acionamentos durante a madrugada para atendimento às crianças.
Ainda segundo a trabalhadora, não havia controle formal de jornada e as horas extras não eram registradas ou remuneradas. Além das funções ligadas ao cuidado infantil, ela relata que também era responsável por atividades domésticas, como limpeza, lavagem de roupas e organização geral do ambiente.
Outro ponto central da ação envolve a forma de remuneração. A ex-funcionária afirma que recebia cerca de R$ 5.500 mensais, mas que apenas uma parte desse valor era registrada em carteira. O restante, segundo ela, seria pago de forma informal. Nesse contexto, a petição cita supostas mensagens atribuídas à esposa do ator, em que haveria discussão sobre o fracionamento salarial.
Em um dos trechos, consta: "Minha contadora sugere colocarmos R$ 2.500 na carteira e R$ 3.000 livre, me complica um pouco na hora de calcular férias, mas eu vejo quando ela chegar."
Em outra mensagem anexada ao processo, também atribuída à esposa do ator, há referência a uma possível mudança na dinâmica de trabalho da funcionária. O texto apresentado na ação diz: "Você poderia fazer um teste na semana que vem?", seguido da orientação para que ela permanecesse "dormindo a semana toda" na residência.
Além das alegações relacionadas à carga horária e à remuneração, a ex-funcionária afirma ter sido vítima de assédio moral. Um dos episódios descritos aponta que, mesmo com sinais de reação alérgica, ela teria sido impedida de buscar atendimento médico imediato, sendo orientada a continuar trabalhando.
Na ação, a trabalhadora também pede o reconhecimento de vínculo em condições regulares, além do pagamento de horas extras, adicional noturno, diferenças salariais, férias, 13º salário, FGTS com multa, aviso prévio e indenização por danos morais, entre outros direitos trabalhistas que afirma não terem sido quitados.
A demissão, segundo a petição, teria ocorrido em março de 2026 após a funcionária passar a cobrar o pagamento correto das horas extras e demais direitos previstos em lei. O caso vem a público poucos dias depois de Juliano Cazarré ter sido homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a Medalha Tiradentes. A honraria reconheceu seu posicionamento público em defesa de valores conservadores e de pautas ligadas à família e à liberdade religiosa.
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