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Justiceiro de Tremembé: história do homem que matou mais de mil pessoas vira livro
Acir Filló lança o livro O Coveiro de São Paulo: Eu Matei Mais de Mil Pessoas, que conta a história de um justiceiro de Tremembé
Após a repercussão e as controvérsias envolvendo o livro Diário de Tremembé: O Presídio dos Famosos, o jornalista Acir Filló lança uma nova obra inspirada em um ex-detento da famosa penitenciária paulista.
Em O Coveiro de São Paulo: Eu Matei Mais de Mil Pessoas (ed. Alcance), o autor mergulha na história de Herculano, personagem de nome fictício que, segundo Filló, passou cerca de duas décadas executando criminosos na Grande São Paulo.
Na obra, o jornalista reconstrói a trajetória do suposto “justiceiro”, desde a infância até o primeiro assassinato, cometido aos 16 anos.
“Eu conheci esse personagem em Tremembé e, após revelar a fraude do Roger Abdelmassih, fui punido por isso e transferido para Pinheiros. Por coincidência, esse personagem também foi transferido para lá. Ao concluir Diário de Tremembé, eu comecei a falar com esse personagem e foi estarrecedor”, explicou ele, em conversa com o Metrópoles.Vale lembrar que Filló foi preso na P2 de Tremembé em 2017, onde conheceu presos “famosos”, como o próprio Roger Abdelmassih, Alexandre Nardoni, Christian Cravinhos, Gil Rugai, entre outros. No livro Diário de Tremembé, lançado em 2019, ele revela que o médico conseguiu prisão domiciliar sob falsas alegações envolvendo sua saúde.
Diário de Tremembé teve sua circulação proibida por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que manteve a censura definida em primeira instância em 2019. No ano passado, com o lançamento da série sobre o presídio dos famosos, a obra voltou a circular nas redes sociais e despertar interesse do público pela rotina dos presos conhecidos.
O justiceiro misterioso
Filló explicou que Herculano pediu para que sua identidade não fosse revelada e disse que o personagem é um retrato da violência brutal no país. “Herculano é o reflexo de um país violento, vingativo, que, ao invés da Justiça, prefere a vingança”, completou.
“Nós tivemos vários casos de justiceiros e matadores que foram assassinados depois de saírem da prisão. Se fosse revelada a identidade dele, ele não sobreviveria. Nem no sistema prisional e nem nas ruas. Eu tenho um acordo com o personagem: após o falecimento dele, será revelado a sua identidade e todos os detalhes de sua vida”, garante.
O jornalista conta ainda que pretende lançar outros livros, sendo os próximos uma segunda edição de Diário de Tremembé e uma outra obra focada em feminicídios. “Em Tremembé e nas outras unidades que passei, eu convivi com 105 homens que mataram suas mulheres. E os entrevistei com profundidade e compilei tudo em um livro. Vou trazer um debate profundo, grave”, finaliza.
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