Entretenimento

Ator que vive Bolsonaro em 'Dark Horse' deixa gravações do filme

Jim Caviezel teria pedido reforço na segurança durante as gravações e cenas finais do longa foram concluídas com dublês

Por Júlia Marques com DOL/Área Vip 20/05/2026 14h54 - Atualizado em 20/05/2026 16h38
Ator que vive Bolsonaro em 'Dark Horse' deixa gravações do filme
Produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro também enfrenta polêmicas envolvendo denúncias nos bastidores e investigação sobre financiamento - Foto: Divulgação/Go Up Entertainment

Segundo informações divulgadas nesta semana, o ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente, deixou o Brasil antes do encerramento das gravações. De acordo com o jornal O Globo, o artista antecipou a saída do país por questões de segurança e não participou das cenas finais do longa, concluídas com o uso de dublês.

De acorodo com a reportagem, Caviezel passou a adotar protocolos rígidos durante as filmagens. Entre as exigências estavam revistas frequentes, proibição do uso de celulares no set e permanência isolada em um trailer acompanhado por quatro seguranças particulares. O receio do ator teria aumentado após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 122 mortes, além do clima de polarização política no Brasil.

Ainda conforme as informações divulgadas, o clima de tensão teria se intensifiado durante a gravação da cena que reproduz o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Na ocasião, Caviezel teria demonstrado receio de sofrer um ataque real, o que levou a produção a reforçar ainda mais os protocolos de segurança adotados no set.

Outro episódio que teria aumentado a preocupação do ator foi um comunicado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump relacionado à situação política da Venezuela. Segundo a publicação, Caviezel chegou a solicitar um plano de evacuação do Brasil.

Recentemente, a produção do longa também enfrentou outras polêmicas nos bastidores. Segundo informações divulgadas nas últimas semanas, o filme recebeu apoio do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por crimes como lavagem de dinheiro e corrupção, fato que gerou ainda mais repercussão em torno do projeto.

Além disso, de acordo com uma reportagem da revista Fórum, figurantes do filme denunciaram agressões praticadas por integrantes da equipe de segurança. Ainda segundo a reportagem, também houve reclamações sobre condições precárias de trabalho, incluindo relatos de comida estragada e atrasos nos pagamentos.

Em nota, a produtora Go Up Entertainment afirmou que a saída antecipada do ator ocorreu por decisão preventiva da equipe de segurança de Caviezel e classificou a utilização de dublês como um procedimento comum em grandes produções cinematográficas.

“A produção respeitou integralmente as decisões tomadas pela equipe de segurança privada do ator, assim como é comum em grandes produções internacionais envolvendo talentos de Hollywood. Em razão dessa adequação logística, algumas cenas complementares foram finalizadas com recursos técnicos usuais da indústria cinematográfica, incluindo dublês e ajustes de cronograma, prática absolutamente normal em produções de grande porte”, informou a empresa em comunicado.