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23 outra vez? Médicos reagem após Andressa Urach realizar cirurgia de rejuvenescimento

Novas técnicas, como o deep plane e o lifting endoscópico, têm como objetivo é naturalidade e não identidade nova

Por Uai 13/05/2026 15h46 - Atualizado em 13/05/2026 16h02
23 outra vez? Médicos reagem após Andressa Urach realizar cirurgia de rejuvenescimento
Médicos reagem após Andressa Urach realizar lifting facial invasivo - Foto: Reprodução/Instagram

Andressa Urach voltou a repercutir nas redes sociais após revelar detalhes de um novo procedimento estético realizado no rosto. A influenciadora passou por um lifting facial deep plane, técnica moderna de rejuvenescimento facial que atua em camadas profundas da face. No entanto, uma declaração feita por ela acabou gerando controvérsia entre especialistas.

Ao comentar sobre a cirurgia, Andressa afirmou que o procedimento teria capacidade de fazê-la “voltar aos 23 anos” e brincou dizendo que precisaria até trocar de identidade.

“A cirurgia que eu fiz é muito profunda. Eu na verdade tenho que fazer uma identidade nova, um CPF novo. Ela mexe nos músculos da face e são reposicionados aonde eles estavam 15 anos atrás. Então eu vou voltar a ter 23 anos”, declarou.


Apesar da fala da influenciadora, médicos explicam que nenhum procedimento estético é capaz de alterar a idade biológica de uma pessoa. Segundo a cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o lifting facial atua apenas na estrutura anatômica do rosto.

“Procedimentos estéticos não são ferramentas para mudar a idade biológica de ninguém. Eles atuam sobre anatomia, não sobre o metabolismo celular e nem sobre envelhecimento sistêmico”, esclareceu a especialista.

Os profissionais também reforçam que as técnicas atuais de lifting facial têm justamente o objetivo oposto ao exagero estético associado às cirurgias antigas. Hoje, o foco principal é restaurar a aparência sem modificar os traços naturais do paciente.

“As técnicas de lifting facial evoluíram muito nos últimos anos e a cirurgia ganhou popularidade devido às redes sociais e sobretudo aos resultados mais naturais e melhores do que se via antigamente. O objetivo do lifting facial é restaurar a jovialidade do rosto, mantendo as características pessoais de cada um. Para isto, tanto as estruturas superficiais (pele) e profundas (SMAS e músculos) devem ser tratadas”, explicou o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro da SBCP.

De acordo com os especialistas, o envelhecimento facial não acontece apenas na pele, mas também envolve músculos, gordura e ligamentos que perdem sustentação ao longo do tempo. Por isso, as técnicas mais modernas passaram a atuar em planos mais profundos da face.

“Na prática, isso significa que o objetivo já não é apenas suavizar rugas superficiais, mas reposicionar tecidos mais profundos que, com o envelhecimento, descem e perdem sustentação. É como ajustar a fundação de uma casa em vez de apenas pintar a fachada”, explicou a Dra. Heloise.

O chamado deep plane facelift é um dos procedimentos mais avançados dentro dessa abordagem. Diferente dos liftings antigos, que apenas esticavam a pele horizontalmente, a técnica reposiciona músculos e tecidos em um sentido mais natural, respeitando a anatomia facial.

“O resultado tende a ser mais harmônico, sem alterar traços marcantes como o formato dos olhos ou da boca”, destacou a médica.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, também membro da SBCP, a cirurgia costuma durar entre três e seis horas e é realizada com anestesia. As incisões ficam posicionadas próximas às orelhas e ao couro cabeludo, ajudando a deixar cicatrizes discretas.

“As técnicas mais recentes conseguem reposicionar tecidos mais profundos e o resultado é esteticamente mais agradável e natural. Elas tratam de forma pontual todas as camadas que apresentam envelhecimento, da superfície ao SMAS (Sistema Músculo Aponeurótico Superficial), tecido que cobre a musculatura, através de pontos para reposicioná-lo”, afirmou.

Os médicos ressaltam ainda que os liftings profundos exigem elevado conhecimento anatômico para evitar complicações. “Os liftings profundos exigem destreza e conhecimento anatômico grande por parte do cirurgião para se evitar lesões ao nervo”, comentou o Dr. Paolo Rubez.

Além da técnica deep plane, especialistas apontam crescimento do lifting endoscópico, considerado menos invasivo. O método utiliza microcâmeras para visualizar estruturas internas da face e permite intervenções mais precisas, com menos trauma cirúrgico.


“Por meio de pequenas incisões, geralmente escondidas no couro cabeludo ou até mesmo atrás da linha do cabelo, o cirurgião consegue reposicionar tecidos com menor agressão, especialmente em áreas como testa e terço médio da face”, explicou a Dra. Heloise.

Segundo os especialistas, a principal tendência da cirurgia facial contemporânea é a moderação. A proposta atual não é transformar completamente o rosto, mas reorganizar os efeitos do envelhecimento de maneira equilibrada e natural.

“No fim das contas, o melhor resultado é aquele que não denuncia o procedimento. É parecer descansado, com aparência mais leve, mas ainda completamente reconhecível”, concluiu a Dra. Heloise.