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A impressionante história real por trás da série criminal Personas
Produção é inspirada em operação secreta contra o tráfico de drogas no Reino Unido
A série Personas, da Netflix, é baseada em uma operação real criada pelo governo britânico para combater o tráfico de heroína durante os anos 1980 e 1990. A produção acompanha funcionários comuns da alfândega que foram transformados em agentes infiltrados para derrubar organizações criminosas por dentro.
Na trama, quatro agentes recebem novas identidades chamadas de “Legends” e passam a viver como criminosos para ganhar a confiança de traficantes ligados às maiores redes de drogas do Reino Unido.
A história é inspirada nos chamados “Projetos Beta”, programa criado em 1989 pela Her Majesty’s Customs and Excise após o aumento do tráfico de heroína no país.
A crise ganhou força depois da morte de Olivia Channon, filha de um importante político britânico, vítima de overdose. O caso gerou grande pressão pública para que o governo encontrasse formas mais agressivas de combater o tráfico.
A história real de Guy Stanton
Grande parte da série foi inspirada no livro “The Betrayer: How an Undercover Unit Infiltrated the Global Drug Trade”, escrito por Guy Stanton e Peter Walsh.
Guy Stanton é um pseudônimo usado por um ex agente da alfândega britânica que afirma ter trabalhado infiltrado durante mais de dez anos nas operações secretas do governo.
Segundo relatos do próprio agente, ele criou uma identidade violenta e imprevisível para conseguir entrar nas organizações criminosas.
Durante entrevista ao The Sun em 2022, ele descreveu sua persona infiltrada.
“Meu personagem Stanton era desagradável, arrogante e podia explodir a qualquer momento”, afirmou.
O ex agente também revelou que usava carros e roupas apreendidos em operações reais para convencer traficantes de que fazia parte do submundo do crime.
Ao longo dos anos, ele trabalhou ao lado de organizações ligadas ao tráfico internacional e ajudou autoridades a apreender grandes quantidades de drogas.
Série mostra impacto psicológico das missões
Além da ação policial, Personas também explora os efeitos psicológicos do trabalho infiltrado.
Segundo Guy Stanton, a identidade falsa criada durante as missões acabou afetando profundamente sua vida pessoal.
“Eu tinha orgulho de ser um agente infiltrado, mas Stanton ficou famoso demais e precisava morrer”, declarou.
Mesmo após deixar as operações secretas em 2005, o ex agente afirmou que ainda sente os efeitos da persona criada décadas atrás.
O criador da série, Neil Forsyth, afirmou que queria mostrar não apenas a guerra contra as drogas, mas também o impacto emocional sofrido pelos agentes que passaram anos vivendo vidas falsas.
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Trailer:
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