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Cinemas recebem zumbis e Shakespeare nesta quinta-feira
'Extermínio: O Templo dos Ossos', quarto capítulo da famosa franquia britânica de zumbis, e "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet", vencedor do Globo de Ouro 2026, são as principais estreias
A programação de cinema desta quinta (15/1) destaca o terror “Extermínio: O Templo dos Ossos”, quarto capítulo da famosa franquia britânica de zumbis, e “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, vencedor do Globo de Ouro 2026 de Melhor Filme de Drama. Outros lançamentos incluem a versão musical de “O Beijo da Mulher-Aranha”, com Jennifer Lopez, filmes infantis e dramas LGBQIA+. Confira todas as estreias.
EXTERMÍNIO: O TEMPLO DOS OSSOS
O terror pós-apocalíptico dirigido por Nia DaCosta (“As Marvels”) com roteiro de Alex Garland (“Guerra Civil”) é o quarto filme da franquia iniciada em 2002 e aprofunda a história do Dr. Ian Kelson (Ralph Fiennes, de “Conclave”), um médico dedicado às vítimas do Vírus da Raiva em uma Grã-Bretanha devastada. Paralelamente, o adolescente Spike (Alfie Williams, de “His Dark Materials”) encontra o líder de uma gangue violenta (Jack O’Connell, de “Pecadores”). A trama aborda como a desumanidade dos sobreviventes supera a ameaça dos infectados.
A direção de DaCosta contrasta a serenidade melancólica de Kelson com a energia errática e frenética do grupo de Crystal. O ator Cillian Murphy (“Oppenheimer”) atua como produtor executivo e reprisa o papel de Jim no encerramento da obra para conectar a narrativa ao próximo filme da série. O elenco inclui ainda Erin Kellyman (“Willow”), Chi Lewis-Parry (“O Sobrevivente”) e Emma Laird (“Extermínio: A Evolução”).
HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET
O drama de época adapta o romance premiado de Maggie O’Farrell, que rejeita a representação de William Shakespeare como um gênio inabalável e intocável, apresentando um artista influenciado acima de tudo por sua vida diária. A narrativa se foca em Agnes (Jessie Buckley, “Entre Mulheres”), esposa de Shakespeare, enquanto ela lida com a perda de seu único filho, Hamnet, um menino de 11 anos que sucumbe a uma das várias pragas que assolaram o século XVI.
Explorando temas de perda, morte, maternidade e liberdade, o filme acompanha a rotina diária de uma família no interior da Inglaterra medieval, revelando a história de amor poderosa que inspirou a criação de “Hamlet”, a peça mais famosa de Shakespeare. O elenco inclui Paul Mescal (“Aftersun”), Emily Watson (“Pequena Mulher”) e Joe Alwyn (“O Favoritismo”). A produção é dos cineastas Steven Spielberg e Sam Mendes, vencedores do Oscar.
Dirigido por Chloé Zhao (vencedora do Oscar por “Nomadland”), o longa foi grande vencedor do Festival de Cinema de Toronto 2025 e conquistou dois troféus importantes no Globo de Ouro 2026: Melhor Atriz (Jessie Buckley) e Melhor Filme de Drama.
O BEIJO DA MULHER ARANHA
O filme é uma adaptação contemporânea do romance homônimo de Manuel Puig (1976), do premiado longa de 1985 de Hector Babenco e do musical da Broadway de 1993. A trama ambientada numa prisão argentina dos anos 1980 segue Valentín (Diego Luna, “Andor”), um preso político, e Molina (Tonatiuh Elizarraraz, “Promised Land”), um decorador de vitrines condenado por atentado ao pudor.
Os dois formam um vínculo improvável enquanto Molina reconta o enredo de um musical hollywoodiano estrelado por sua diva favorita do cinema, Ingrid Luna, interpretada por Jennifer Lopez (“Imparável”). Conforme a relação se desenvolve, um forte romance emerge, enquanto Molina tenta escapar da realidade política brutal através da imaginação. Os números musicais alternam-se com cenas de vulnerabilidade, oferecendo escape emocional em meio ao confinamento.
O lançamento não chamou atenção nos EUA, saindo de cartaz com apenas US$ 1,6 milhão de bilheteria, apesar de ter recebido 77% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.
MAYA, ME DÊ UM TÍTULO
A animação francesa nasceu de um projeto doméstico realizado pelo diretor Michel Gondry (“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”). O filme acompanha o cineasta e sua filha Maya, que vivem em países diferentes. Todas as noites, Gondry pede à menina um título, e a partir da resposta dela cria um curta-metragem animado na qual ela é a heroína. As histórias transitam entre gêneros como aventura e filme-catástrofe, sempre marcadas pelo humor e fantasia lúdica que caracterizam as obras de Gondry.
Exibido no Festival de Berlim 2025, o longa conquistou o Urso de Cristal na mostra paralela Generations. Na versão original, a narração é feita pelo ator Pierre Niney (“O Conde de Monte Cristo”).
DAVI – NASCE UM REI
A animação religiosa adapta o relato bíblico da trajetória de Davi, desde a juventude até sua consolidação como rei de Israel. A produção do Angel Studios (“Som da Liberdade”), com direção de Phil Cunningham (“O Jovem Davi”) em parceria com o roteirista Brent Dawes (“O Ritmo da Selva: O Filme”), segue a estrutura clássica de formação do herói, numa adaptação voltada ao público infantojuvenil. O enredo aborda o confronto com Golias e os desafios enfrentados por Davi antes da ascensão ao trono, com desenvolvimento linear e foco didático.
O DIÁRIO DE PILAR NA AMAZÔNIA
A aventura infantil filmada por Eduardo Vaisman (“Juntos e Enrolados”) e Rodrigo Van Der Put (“Vidente por Acidente”) é uma adaptação da série literária de sucesso criada por Flávia Lins e Silva, criadora dos “Detetives do Prédio Azul”. Pilar (Lina Flor) é uma jovem curiosa e exploradora que viaja até a Amazônia através de uma rede mágica, acompanhada por seu gato Samba e seu amigo Breno (Miguel Soares).
Ao chegar na Amazônia, Pilar conhece Maiara (Sophia Ataíde) e Bira (Thúlio Naab), duas crianças sofrendo pelas consequências do desmatamento desenfreado. Com a ajuda de seres folclóricos da floresta, Pilar e seus amigos embarcam numa missão para reencontrar a família de Maiara e impedir o avanço do desmatamento. O elenco inclui também Nanda Costa, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Rafael Saraiva, Babu Santana e Rocco Pitanga.
Produzido pela Conspiração em coprodução com a Star Original Productions (Disney), o filme destaca-se pela beleza visual que valoriza a riqueza natural da Amazônia, combinando aventura com mensagens sobre questões sociais e ambientais.
ATO NOTURNO
Após o sucesso internacional de “Tinta Bruta” (2018), os diretores gaúchos Filipe Matzembacher e Marcio Reolon voltam a investigar os limites do desejo. “Ato Noturno” teve sua estreia mundial na mostra Panorama do Festival de Berlim de 2025 e foi premiado no Festival do Rio 2025 com troféus de Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Ator. A trama acompanha Matias (Gabriel Faryas, em sua estreia em longas-metragens), um jovem ator em início de carreira que busca sua grande chance em Porto Alegre. Ele compete pela vaga de protagonista em uma grande série a ser filmada na cidade. No entanto, a corrida pelo sucesso exige que ele esconda partes essenciais de sua identidade.
A tensão intensifica-se quando Matias se envolve com Rafael (Cirillo Luna), um político que também navega entre papéis públicos e privados cuidadosamente encenados. Quando desejos, ambições e jogos de poder se misturam, ambos descobrem um fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que se aproximam do sonho da fama, mais intenso se torna o desejo de se colocarem em risco. O enredo retoma temas recorrentes da filmografia dos cineastas, ligados a desejo, poder e relações assimétricas.
ME AME COM TERNURA
Adaptação do livro autobiográfico “Love Me Tender” de Constance Debré, o drama francês acompanha Clémence (Vicky Krieps, “Os Três Mosqueteiros: Milady”), uma advogada na casa dos quarenta anos que decide abandonar sua carreira para se tornar escritora. No fim de um verão, ela decide abrir seu coração ao ex-marido e revelar que está vivendo novos amores, agora com mulheres.
Em resposta, ele a pune de forma cruel, retirando a guarda de seu filho Paul e impedindo qualquer contato entre os dois. Diante dessa ruptura devastadora, Clémence precisa encontrar forças para se reinventar, lutando não apenas pelo papel de mãe, mas também pelo direito fundamental de ser quem é: uma mulher livre em busca de amor e de si mesma.
Exibido na seção Un Certain Regard do Festival de Cannes, o filme escrito e dirigido por Anna Cazenave Cambet (“Pérola aos Porcos”) foi premiado no Festival do Rio passado.
CONFIRA A MATÉRIA ORIGINAL NO ENDEREÇO https://pipocamoderna.com.br/2...
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