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Fenômeno alagoano, ator Christiano Marinho relembra marcos de sua carreira
Em entrevista, ator, diretor, produtor e recordista absoluto de público, Christiano Marinho também revela bastidores, comenta rótulos e projeta 2026 com a mesma intensidade que o levou ao topo
Maior recordista de público da história do teatro de Alagoas, campeão de vendas de DVDs e responsável pelo programa de humor de maior audiência da TV local, Christiano Marinho construiu uma trajetória rara nas artes cênicas: sólida, popular e inteiramente enraizada em sua terra natal. Com passagens marcantes por São Paulo, prêmios de destaque e uma legião de fãs que lota tudo o que ele faz, o artista abre o jogo em entrevista sobre carreira, bastidores, rótulos e futuro.
O que mais te move quando o palco abre e a plateia está lotada?
Christiano Marinho: É algo tão difícil de explicar em palavras, porque é muito mais de sentir… O que posso dizer é paixão! Missão, talvez! Nas minhas orações antes de entrar em cena, peço que aquelas pessoas saiam satisfeitas a ponto de voltar, que aquele público seja um multiplicador através do boca a boca… e assim a magia acontece!
Qual foi o momento em que você percebeu: “ok, estou fazendo história no teatro alagoano”?
Christiano: Essas percepções vêm sempre do espectador. É o público que diz que virei uma marca, que vai a tudo que faço, que esgota apresentações… Além disso, minha produção sempre traz relatos das filas, comentários espontâneos. Confesso que é um misto de alegria e responsabilidade. (risos)
Ser chamado de “Paulo Gustavo do Nordeste” pesa, inspira ou provoca?
Christiano: Os três… mas tudo de forma leve, sem pressão. Cada artista tem sua identidade própria. Meu ego agradece e minha realidade mantém meus pés no chão.
Qual é o segredo para lotar teatros que até nomes nacionais não conseguiram?
Christiano: Rapaz, quanta pergunta difícil! (risos)… Muuuuuito trabalho! Faço planejamento de carreira em São Paulo, estudo tráfego e marketing voltado para teatro, escrevo, dirijo, produzo, monto trilha, cenário… é um mergulho completo. Enxergo todo o projeto desde a concepção até o resultado final. É trabalho de gestor, artista, produtor e agência. E também vejo o teatro como negócio — a maioria pensa apenas como artista, mas a realidade não permite. (risos)
Se você pudesse definir seu humor em uma palavra, qual seria?
Christiano: Comédia genuinamente ALAGOANA. Nordestina, mas impregnada de céu, de sal e do sol de Maceió.
Qual lembrança das temporadas em São Paulo mais te marcou?
Christiano: Muitas! Especialmente quando ninguém sabia quem eu era. Tive pouco público em algumas sessões e precisei tirar leite de pedra. Mas também tive apresentações lotadas. Gravar DVD em São Paulo, com todos os ingressos vendidos, foi indescritível. Aliás, recebi convite para levar Pra Desprender para lá em 2026 — e devo levar Kama Surta também. Foi providencial… mas isso é outra história. (risos)
O que o prêmio de Personalidade do Ano, em 1999, ainda representa hoje?
Christiano: Representa o reconhecimento a um artista da terra que dá o sangue pelo teatro. Recebi o prêmio das mãos da prefeita Kátia Born, foi especial demais. Guardo até hoje. Quando estou desanimado com a carreira, olho para ele — e o ânimo volta na hora.
Você tem algum ritual antes de entrar em cena?
Christiano: Oração! Nem que seja só intenção. Mentalizar cria uma vibração, uma sintonia… Às vezes é tudo tão corrido que me apego à intenção.
Um erro no palco que virou piada interna até hoje?
Christiano: O famoso “Agora Chore”, que o Romeu reproduziu e virou bordão durante anos, surgiu de uma queda em cena. (risos)
A cena que mais te emociona na carreira — e por quê?
Christiano: Toda apresentação de Desprender. Não só eu, mas todo o elenco. Na última, em 15/11, cantamos em cima da voz do Gedilson porque ele não aguentou o choro. Eu me emociono o tempo todo e preciso me conter. É um projeto cheio de significados, parte dele autobiográfico.
Como foi comandar o programa de humor com maior audiência da TV alagoana?
Christiano: Um marco! Nunca se fez nada igual na história da TV alagoana. Até hoje sou lembrado pelos trabalhos na TV Pajuçara. Amo fazer TV — e esse será meu futuro próximo. Já estou estudando muito para isso.
O que aprendeu como treinador de talentos na Mega Model que leva para a vida?
Christiano: O maior aprendizado foi ficar nos bastidores e fazer os alunos brilharem. Lá eu não era o artista famoso daqui. Minha função era fazê-los acontecer na TV, cinema, publicidade. Tenho orgulho demais de ver tantos em novelas. Este ano preparei modelos da Way Model — e duas semanas depois estavam na SPFW. Inclusive um alagoano.
O que o público pode esperar de você em 2026?
Christiano: Estou no meio de um curso de Rádio e TV, que dura 14 meses, e pretendo focar nisso. Não prometo nada — entrego muito. (risos) Deve ser uma sequência de 2025, quando voltei à TV e tive um dos melhores anos da carreira.
O que você assiste para relaxar: humor, drama ou noticiário?
Christiano: Assisto noticiários diariamente — é mais confiável. (risos) E vejo séries diversas no streaming. A exigência é ser boa: ritmo rápido, bem feita… se for lenta, eu mudo na hora. (risos)
Uma mensagem curta para quem acompanha sua trajetória desde o começo.
Christiano: Gratidão ao público por me permitir, há 34 anos, ser o artista que sou sem precisar sair da minha terra. Sou recordista de público e popular sem ter virado artista nacional — e vivendo aqui. Isso é fazer história. Nos vemos em 2026. Gratidão.
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