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14 de agosto de 2020 08:56

Toninho Jucá, vocalista da Cannibal, fala sobre as duas décadas de vida da banda

↑ Toninho Jucá (Foto: Divulgação)

Além de saudades, o saudoso Maceió Fest deixou frutos. Um deles é a banda Cannibal, um dos mais duradouros grupos musicais que atuam em Alagoas. São duas décadas de animação em shows, festas, festivais, discos e DVDs. Formada pelos músicos Toninho Jucá, no vocal; Hermann Houly, na guitarra; Fabiano Lima, nos teclados; Lucas Brown, baixo; Ed Meiota, bateria; Dhal Lessa e Juninho, os dois na percussão, a banda não se limita a um só estilo, apesar do principal ritmo da banda ser o axé. Versátil, o grupo passeia entre a música baiana, o galope (em épocas de festejos juninos) e até possui um projeto acústico, com canções de Lulu Santos, Legião Urbana e Roberto Carlos. É a Cannibal na sua versão “Lado B”.

Em uma troca de emails, o vocalista da banda conversou com o D&A e contou um pouco dessa história que já dura duas décadas.

Duas décadas de trabalho em Alagoas, um estado que tem o terreno árido para quem faz Cultura, em qualquer segmento. Há um segredo? Como vocês conseguiram se manter tanto tempo?

Acho que nosso trabalho foi muito bem aceito principalmente no começo. Fizemos muitas músicas que são hits até hoje. Fora a persistência e vontade de sempre inovar e querer mais. Eu Toninho gosto muito de ouvir coisas novas e descobrir novas maneiras de agradar o público. Penso muito no público, pois sou um cantor de entretenimento.

E durante essa pandemia, como foi manter o grupo? Mudou alguma coisa na maneira de você fazer música?

Durante a pandemia nos unimos ainda mais e sempre nos falamos no grupo do WhatsApp pra saber como cada um estava. Fizemos uma primeira live do palco solidário para ajudar mais de 700 famílias do setor. Isso nos deixou muito gratos.   A música nunca muda! O que muda é maneira como se apresenta e o desafio de monetizar o trabalho. As lives são uma opção que acho que veio pra ficar, mas nada tira o brilho da presença, calor do público. Isso nunca será substituído.

Aproveitando, conta um pouco da sua história com a banda, como o grupo surgiu, quantas formações já aconteceram?

Era época de Maceió Fest ainda. E todos nós somos muito fãs de Axé Music. Eu Toninho saia em vários blocos e ali foi minha “escola”. A gente queria cantar os hits da época na cidade. Daí surgiu a Cannibal.  A banda teve algumas mudanças nesses 20 anos. Teve a saída dos irmãos Kenny e Konrad, Zeca Meirelles percussão e Dudu Ataíde (Bateria). E teve a entrada do Ed Meiota (Bateria), Hermann (guitarra), Fabiano (teclados) e Juninho (percussão). Sempre tiveram alguns ajustes e mudanças.

Sei que é quase impossível resumir 20 anos de banda, mas se você pudesse destacar os principais acontecimentos, quais seriam?

São muitas conquistas [risos]. As domingueiras do Maikai que a gente liderou por 10 anos seguidos. Nosso primeiro DVD na Barra de São Miguel com mais de 10 mil pessoas na praia. Os shows em Natal, João Pessoa, Recife, Aracaju, Salvador, Rio de Janeiro. A composição de “Valenight” que o Asa de Águia gravou e se tornou o hit do Carnaval, “Assim só” gravado por Cavaleiros do Forró, “Diga aí doida” por Simone e Simaria. A conquista das sextas-feiras no Conversa Botequim que hoje é nosso lugar, o último DVD gravado no Cafe de La Musique em 2019. Tem muita coisa e muitos shows históricos.

Quais os planos da Cannibal para o futuro?

O futuro a Deus pertence e sempre fomos muito leves em relação a isso. Continuar a entreter e alegrar as pessoas é a regra. A vida não está  muito fácil né?! Nossa ideia é sempre levar música boa para alegrar os corações e fazer as pessoas esquecerem um pouco dos problemas.

Fonte: Tribuna Independente

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