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28 de maio de 2020 08:35

Garoto prodígio, ator alagoano de 12 anos já acumula prêmios

Gabriel Xavier já venceu em festivais nacionais pelo curta 'Trincheira'

↑ Gabriel Xavier tem somente 12 anos, mas vê reconhecimento de seu trabalho (Foto: Divulgação)

Quando Gabriel Xavier nasceu, em 2007, a realidade do cenário audiovisual alagoano era bastante diferente do momento atual. Naquele ano, dois importantes títulos da cinematografia local eram lançados: Calabar, de Hermano Figueiredo, e 1912 – O Quebra de Xangô, de Siloé Amorim, ambos provenientes do programa federal DocTV. Ainda sem qualquer política estadual ou municipal de fomento ao setor, a produção era em sua maioria voltada ao documentário e ao filme experimental, realizações possíveis diante de baixo ou nenhum orçamento.

Outro exemplo da safra de 2007 é Bem Me Quer, videodança dirigida por Glauber Xavier e protagonizada por Valéria Nunes, pai e mãe de Gabriel. Naquela época, seria difícil imaginar que 12 anos depois o cinema feito em Alagoas viveria um desenvolvimento técnico e artístico reconhecido nacionalmente e mostrado fora do país. Uma das provas desse destaque é o curta-metragem Trincheira, de Paulo Silver, filme que já acumula 12 prêmios em festivais pelo Brasil, dois deles destinados à atuação do protagonista mirim.

Nele, Gabriel interpreta um garoto que, num aterro de lixo, observa o imponente muro de um condomínio de luxo. Ele usa sua imaginação para construir um mundo fantástico com os materiais que encontra pelo caminho. Ousado para os parâmetros locais, o universo mágico do filme foi criado pela equipe de direção de arte e pós-produção, com a ajuda de efeitos especiais e centenas de quilos de material reciclável.

Os recursos do IV Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas foram fundamentais para alcançar as pretensões técnicas de uma história como essa.

Além dos prêmios, a atuação de Gabriel vem cativando o público e conquistando elogios nas exibições em festivais.

Trincheira estreou em novembro de 2019 no CURTA CINEMA – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, um dos principais eventos do gênero do país, e deste então já foi exibido em mostras como o Festival de Tiradentes, em janeiro de 2020. Foi ainda eleito o melhor curta-metragem do II Festival Mazzaropi, e saiu consagrado da mostra Criancine no Curta Taquary, em abril, onde recebeu sete distinções: melhor filme, roteiro, direção, direção de arte, som, prêmio da crítica, e melhor ator para Gabriel Xavier.

O troféu de atuação se repetiu no III Festival de Cinema de Rua de Remígio, finalizado no sábado (16).  A alegria trazida pelas conquistas tem contagiado toda a equipe, inclusive Gabriel e Glauber, pai do protagonista e preparador de elenco do filme.

Fonte: Assessoria

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