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22 de março de 2019 11:38

Astro do K-Pop é preso por escândalo de assédio sexual na Coreia do Sul

Jung Joon-young gravou mulheres sem seu consentimento e compartilhou vídeos sexualmente explícitos para um grupo que incluía outros ícones da música sul-coreana

↑ Foto: Divulgação

Uma crise abala a indústria do entretenimento sul-coreana. O astro do K-pop, Jung Joon-young, foi preso esta semana depois que supostamente gravou mulheres sem seu consentimento e compartilhou esses vídeos sexualmente explícitos para um grupo. Jung, 30 anos, é uma das maiores estrelas do K-pop, o gênero musical sul-coreano que tem feito sucesso no mundo todo e que está sendo investigado como parte do suposto escândalo, que ficou conhecido como o “Burning Sun Scandal”, de acordo o South China Morning Post.

Além de Jung, Seungri, da banda Big Bang, Choi Jong-hoon, da F.T. Island, Yong Jun-hyung, do grupo Highlight, e Lee Jong-hyun, da CNBlue, estão atualmente sob investigação. Todos, exceto Lee, deixaram suas bandas após as alegações, mas nenhum deles foi preso. Os cinco são suspeitos de terem participado de um bate-papo em grupo, onde supostamente compartilhavam vídeos explícitos de pelo menos 10 mulheres envolvidas em atos sexuais que não sabiam ou não haviam consentido a filmagem, disse a SCMP.

Mensagens de texto obtidas pelo Korea Times mostram os cinco cantores enviando os vídeos explícitos uns aos outros, fazendo piadas sobre estupro e falando sobre suas experiências sexuais. Além de enviar e assistir aos clipes, Seungri, de 28 anos, também está sendo investigado por abuso e tráfico sexual e por supostamente drogar garotas em sua antiga casa noturna Burning Sun – que inspirou o nome do escândalo.

Jung foi questionado pela primeira vez pela polícia na semana passada, de acordo com a CNN. Na quinta-feira, ele compareceu a uma audiência – onde publicamente pediu desculpas por filmar e compartilhar os vídeos – e foi preso pela polícia sul-coreana pouco depois. “Eu realmente sinto muito. Eu admito todas as acusações contra mim. Não vou contestar as acusações apresentadas pela agência de investigação e aceitarei humildemente a decisão do tribunal”, disse ele. Para a CBC, é comum os sul-coreanos emitirem desculpas durante escândalos, mesmo que mantenham a alegação de inocência.

Jung ficou conhecido em 2012 no programa de talentos sul-coreano ‘Superstar K4’. Embora o cantor tenha ficado em terceiro lugar, ele acabou vendo sua carreira decolar e o seu álbum de estreia em 2013 o fez ganhar o prémio de Melhor Artista Individual Masculino do Ano no Prémio Gaon Chart Music Awards da Coreia do Sul. Seu último álbum, “The First Person”, foi lançado em 2017.

No momento, não está claro quando a próxima audiência judicial de Jung está agendada. Se ele for considerado culpado, ele enfrentará cinco anos de prisão ou multas de mais de US$ 26 mil, informou a CNN. O K-pop lançou uma infinidade de ídolos e boyband, incluindo a BTS (que não esteve envolvida com o escândalo sexual) e se tornou um fenômeno global nos últimos anos. Em 2017, o setor movimentou US$ 4,7 bilhões, segundo o SCMP. Só a BTS vale mais de US$ 3,6 bilhões para a economia da Coréia do Sul a cada ano.

Fonte: Globo/Monet

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